A produção brasileira de petróleo caiu para 2,379 milhões de barris/dia em novembro, 1,1% menor na comparação com o mês anterior, refletindo perdas em praticamente todas as bacias brasileiras, com exceção de Santos e Espírito Santo. Em Campos, a produção caiu 2%, para 1,53 milhões de barris/dia, de acordo com dados da ANP.
Na Bacia de Campos, que produziu 65% de todo o petróleo nacional em novembro, o saldo foi de 31,6 mil barris/dia a menos no mês, puxado por perdas em 34 dos 53 campos, incluindo grandes produtores como Marlim e Marlim Sul, operados pela Petrobras. A maior perda no mês foi registrada no campo de Argonauta, operado pela Shell, que produziu 15,4 mil barris/dia a menos.
Ao todo, esses 34 campos produziram 89,8 mil barris/dia a menos, que foram parcialmente compensados pela alta em 15 ativos, que adicionaram 58,2 mil barris/dia. O melhor resultado foi em Jubarte, que produziu 21,7 mil barris/dia a mais em novembro, na comparação com outubro. Em quatro áreas, não houve variação da produção.
Em Santos, apenas Lula adicionou 49,4 mil barris/dia em novembro, elevando a produção na Bacia para 647,3 mil barris/dia (+2,3%). O aumento da produção em Lula foi suficiente para compensar as perdas em todos os outros campos na Bacia, o que inclui ativos no pós-sal, TLDs e o campo de Sapinhoá.
Gás natural
A disponibilidade de gás natural despencou para 52%, menor patamar desde maio de 2010. Ao todo, foram produzidos 94 milhões de m³/dia de gás, mas disponibilizados 49 milhões de m³/dia. Em novembro, a disponibilidade caiu 12% em relação a outubro e a produção total caiu 5% no perãodo.
Em novembro, a injeção de gás natural para recuperação secundária de petróleo atingiu o recorde histórico de 21,9 milhões de m³/dia. Isso é causado pelos projetos do pré-sal, especialmente Lula, que produziu grandes volumes de gás natural, mas injeta boa parte do energético para aumentar a recuperação de óleo.