A produção brasileira de petróleo cresceu 8,6% em maio, na comparação com o mês anterior, atingindo 2,487 milhões de barris/dia em média. É o melhor resultado desde dezembro do ano passado graças à retomada de unidades da Petrobras em Santos e do FPSO Peregrino, da Statoil.
Também foi a primeira vez em 2016 em que a produção cresceu ao ser comparada com os resultados de 2015, quando a produção de petróleo foi muito superior à que vem sendo registrada este ano. A média em 2016 está em 2,345 milhões de barris/dia, 3,2% menor do que o registrado no mesmo perãodo do ano passado.
A Bacia de Santos continua em curva ascendente de produção, representando quase um terço de todo o resultado nacional, mas a Bacia de Campos também vêm se recuperando após atingir o pior resultado em dez anos no mês de março, quando produziu 1,349 milhão de barris/dia.
Em maio, Campos produziu 1,541 milhão de barris/dia, alta de 5,0% em relação ao mês anterior. A maior parte desse crescimento veio de Peregrino, campo operado pela Statoil que onde a produção saltou de 22 mil barris/dia em abril (parada para manutenção) para 75 mil barris/dia em maio. A Statoil tem a segunda maior produção operada no Brasil.
Outros grandes campos da Petrobras, como Marlim, Roncador e Jubarte também produziram mais no mês.
Em Santos, a produção foi de 745 mil barris/dia, alta de 19% em relação ao mês anterior, quando um problema em um compressor do FPSO Cidade de Paraty tirou a unidade de operação. O campo de Lula permanece como o maior produtor do país, com 439 mil barris/dia 100 milhões de m³/dia.
A produção de gás natural, que é em boa parte associada ao petróleo, subiu para 99,8 milhões de m³/dia em maio, alta de 4,2%. Também melhorou a disponibilidade do energético, tanto no resultado absoluto (alta de 7%, para 55,7 milhões de m³/dia) quanto na parcela aproveitada, que subiu de 54% para 56%.