BRASÍLIA – Responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca, anunciou nesta segunda-feira (2) a inclusão de mais 14 projetos no programa de concessões do governo federal.
Segundo o ministro, a estimativa é que os investimentos totalizem R$ 136,4 bilhões. “Dos 175 empreendimentos, temos o desafio de entregar 80 ao longo deste ano”, disse o ministro, em coletiva no Palácio do Planalto, após a 7ª Reunião do Conselho do PPI.
Na reunião desta segunda-feira, após a inclusão dos 14 empreendimentos, a pasta destacou que há, no total, 189 projetos qualificados para execução.
O presidente Michel Temer participou da reunião e, inicialmente, havia a expectativa de que ele fosse comandar uma cerimônia para os anúncios do PPI, o que não ocorreu.
Fico
O ministro dos Transportes, Valter Casimiro, anunciou também que o governo pretende viabilizar a construção de mais 383 quilômetros da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) por meio da prorrogação de dois contratos de concessão da Vale: Estrada de Ferro Carajás e linha Vitória-Minas. A solução adotada para a construção do trecho da Fico foi definida durante a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI).
O ministro também informou que o mesmo modelo de contrato da Vale será usado na renovação de parte da malha da MRS. A contrapartida de investimento é a construção de 53 quilômetros do Ferronel. Os recursos serão aplicados no trecho que interligará as estações de Perus (SP) e Manoel Feio (Itaquaquecetuba) – em linha ao traçado do Rodoanel.
O secretário especial do PPI, Adalberto Vasconcelos, informou que a prorrogação de contratos da Vale gera um valor a ser pago de outorga que, em vez do desembolso pela empresa, será transformado em contrapartida de investimento na expansão da malha ferroviária. “A Fico é prioridade nacional”, disse, Vasconcelos.
O material de divulgação do governo indica que a Fico receberá R$ 4 bilhões em investimentos. Após a construção do trecho, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve fazer a concessão para escolha de uma empresa para operar a malha adicional. No caso do Ferroanel, o governo estima um investimento da ordem de R$ 5 bilhões.
Fonte: VALOR ONLINE (SP)