O novo pacote de iniciativas para as exportações dos EUA deixou as linhas de contêineres em um dilema. Atualmente, com a rota do transpacífico mergulhada em prejuízo, as companhias ainda questionam qual seria o incentivo para tentar suprir as expectativas do governo, ao mesmo tempo em que ainda não existe previsão de obterem lucros.
Depois do inesperado aumento nos volumes nos últimos três meses – ainda bem abaixo, contudo, dos percentuais de 2008 -, falta espaço para embarcar as cargas em ambas as direções do tráfego entre EUA e Ásia.
A estrutura das linhas marítimas atualmente é baseada na demanda dos importadores dos Estados Unidos, visto que os volumes e os valores de frete nessa direção são maiores.
Apenas para termos de comparação, o vice-presidente sênior da APL, Robert Sappio, destaca que a diferença pode chegar a cerca de US$ 1 mil por Feu (unidade equivalente a um contêiner de 40 pés).
Outro fator a ser considerado é o custo do reposicionamento dos contêineres. Os equipamenros enviados aos Estados Unidos são destinados a regiões industrializadas; já os exportadores americanos localizam-se em outras partes do país. A situação provoca um descompasso na reposição dos equipamentos para suprir a demanda de embarques.