unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 16/03/20

Projeto da Golar Power viabiliza terminal de GNL em Suape

A Golar Power assinou nesta sexta-feira (13/3) protocolo de intenções com o governo de Pernambuco para viabilizar a instalação de um terminal de GNL no Complexo Industrial Portuário de Sergipe. O aporte privado será de R$ 1,8 bilhão.

As operações devem iniciar no segundo semestre deste ano, com infraestrutura de suprimento de gás para geração de energia, além de atendimento as demandas das indústrias, comércio, postos de GNV/GNL e residências. A Copergás atuará para interiorizar o gás natural em regiões do estado que ainda não são atendidas pelas redes de distribuição tradicionais.

As regiões não atendidas por gasoduto, serão atendidas por via rodoviária através de ISO-Contêineres. A Golar Power Brasil promove a interiorização do GNL no país por meio de um plano estratégico que contempla o Nordeste como região prioritária para a distribuição em pequena escala.

Operação

O navio de GNL Golar Mazo, com capacidade de 135 mil metros cúbicos e 290 metros de comprimento, atracará de forma permanente no cais de Suape. Esta embarcação funcionará como supridor para abastecimento de isotanques (tipo de contêiner em forma de cisterna) montados em caminhões. Estes veículos, por sua vez, farão a distribuição para cidades num raio de até mil quilômetros. O escoamento por caminhão chegará a um volume de 800 m3 de GNL/dia, o que equivale a, aproximadamente, 480 mil m3 de gás natural por dia.

A distribuição de GNL também será feita a partir de Suape para outros estados do Brasil, por meio de cabotagem. O navio criogênico de pequeno porte do será abastecido por transbordo e utilizado no transporte do GNL para outros portos da região. A embarcação possui 123 metros de comprimento e capacidade de armazenamento em cada operação de 7,5 mil m3 de GNL, equivalentes a 4,5 milhões de m3 de gás em estado natural.

Cargas

Com o novo terminal, a expectativa é de aumentar a movimentação de cargas em mais de 500 mil toneladas por ano em Suape. Considerando os planos futuros da Golar, de realizar suprimento a projetos termelétricos e às distribuidoras de gás natural conectadas a rede de gasodutos, este volume pode triplicar. O GNL utilizado nas operações poderá ser importado do Catar, Nigéria, Golfo do México ou Trinidade e Tobago. Em um horizonte de cinco a oito anos, poderia até mesmo ser produzido no Brasil a partir da liquefação da produção doméstica de gás natural e distribuído ao longo de toda a costa brasileira também por cabotagem.

Interiorização

Petrolina e Garanhuns serão as primeiras cidades a serem atendidas pela rede local. A Copergás construirá a estação de distribuição e as redes que vão fornecer o combustível dentro dos dois municípios. O total dos investimentos nesses projetos é de R$ 15,9 milhões, sendo R$ 3,2 milhões em 2020 e o restante em 2021.

O Projeto Petrolina será dividido em duas fases. A Fase 1 atenderá o Distrito Industrial de Petrolina, incluindo a construção de uma estação de regaseificação do GNL, uma estação de medição, redução de pressão e odorização do gás e da construção de 6,80 km de redes de distribuição de gás natural através de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD). Serão atendidos os clientes Industriais e Postos de GNV, sendo os investimentos estimados em R$ 3,2 milhões. A previsão é a de distribuir o gás até o final deste ano.

Já a Fase 2 levará a rede de distribuição de gás natural, a partir do Distrito Industrial, para a Orla, o centro da cidade e também na direção do aeroporto. A construção compreenderá a instalação de aproximadamente 30 quilômetros de redes de distribuição de gás natural através de tubos de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), com investimento previsto de R$ 9,3 milhões com um cronograma de execução de 12 meses, projetado para iniciar em fevereiro de 2021.

Em Garanhuns, serão construídos uma estação de regaseificação do GNL, uma estação de medição, redução de pressão e odorização do gás e da construção de redes de distribuição de gás através de tubos de PEAD. O investimento previsto é de R$ 3,4 milhões com um cronograma de execução de seis meses, a partir do próximo semestre.

Fonte: Revista Brasil Energia