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Clippings - 12/05/10

Projeto de expansão de berços será entregue neste ano

Alta taxa de ocupação atrasa operação de navios.

A ABTL (Associação Brasileira de Terminais Líquidos) pretende entregar à administração do Porto de Santos o projeto de viabilidade técnico-financeira e estudos ambientais para a construção de dois berços de atracação públicos até, no máximo, o final do ano. Ao encampar uma atribuição pública, a associação quer acelerar o processo e entregar à Codesp (estatal que administra o porto) todo o arcabouço documental necessário à abertura de licitação para expansão do píer da Alemoa.

A ideia é ter os píeres em construção no próximo ano, disse o presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra. O orçamento para erguer os berços de atracação 5 e 6 foi incluído na segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) portuário, anunciado recentemente pelo ministro dos Portos, Pedro Brito. Juntamente com uma ponte no terminal da Alemoa, a obra está orçada em R$ 72 milhões.

Hoje, existe falta de capacidade de atracadouros para movimentação de granéis líquidos em Santos, carga que representou quase 20% do escoado pelo complexo em 2009, conforme estatísticas da Codesp. Como a Transpetro tem exclusividade para operar no berço 1 e prioridade no 2, sobram os de número 3 e 4 para os demais terminais que operam na Alemoa – Stolthaven, Vopak, Ultra e Granel Química. O resultado é que a taxa de ocupação dos cais já beira 85%. Em condições normais, quando chega a 60% já se começa a pensar em ampliação, explica o diretor técnico da ABTL, Mike Sealy.

Na prática, a escassez de espaço significa de quatro a cinco dias de espera para o navio atracar. O chamado custo Brasil pode ser facilmente calculado: a cada hora que a embarcação espera são US$ 3 mil.

Também a oferta de terminais em Santos terá de crescer. Estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) apresentado em fevereiro deu a medida do drama. A capacidade de movimentação do porto em 2009 para granel líquido era de 8,5 milhões de toneladas ante uma demanda projetada de 16,6 milhões de toneladas.