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Clippings - 21/03/17

Projeto de reforma prevê ampliação do aeroporto da Capital

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai investir, a partir deste ano, na construção de novo complexo aeroportuário onde atualmente funciona o Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Ainda sem estimativas dos valores a serem aplicados pelo Governo Federal, a reforma deve contemplar a construção de um novo terminal de passageiros, novo pátio de aeronaves, estacionamento de veículos e acesso viário.

Mudanças mais profundas na estrutura do aeroporto são debatidas há anos e devem, agora, ser executadas até 2021.

O projeto também inclui série de adequações na infraestrutura existente, como reforma da Seção de Combate a Incêndio, construção da central de resíduos sólidos, intervenções no terminal de passageiros existente – incluindo revitalização do sistema de climatização.

Conforme a Infraero, os requisitos para esses projetos públicas de MS estão concluídos, entretanto, é preciso aporte de recursos do Governo Federal para execução destes trabalhos. O valor a ser gasto ainda não foi informado pela empresa.

O governador Reinaldo Azambuja tinha prevista para ontem reunião com a diretoria da Infraero e representantes da Agência Nacional de Aviação (Anac) para debater sobre os investimentos, porém, o encontro não foi confirmado pela administração estadual e não foram oferecidas mais informações sobre o assunto.

PRIVATIZAçãO

Em agenda pública, na semana passada, o governado descartou a possibilidade de privatização do terminal de Campo Grande como, na ocasião, ocorreu com quatro aeroportos do Brasil. Os terminais de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis foram privatizados pelo valor de R$ 3,7 bilhões.

A não concessão do principal terminal do Estado vai contra o próprio posicionamento do governo que defende a entrega de mais aeroportos para a iniciativa privada.

O ministro do Transportes, Mauricio Quintella, defende a continuidade do processo de transferência de aeroportos administrados pela Infraesro para parceiros privados. Entretanto, não há nenhum novo leilão previsto nos pacotes de concessão e privatizações lançado pelo governo do presidente Michel Temer.

Segundo o ministro, a realização de novos leilões dependerá de uma reestruturação da Infraero. Atualmente, são dez os terminais sob concessão no País, portanto, 60% dos total de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais são de responsabilidade do setor privado.

REFORMA

A última reforma realizada no Aeroporto Internacional de Campo Grande foi entregue em novembro de 2014 e foi marcada por atraso de 11 meses, além de transtornos para os passageiros.

Na época, o recapeamento da pista, execução de grooving e a reforma na área de air taxi custaram R$ 13,5 milhões. O prazo de entrega da obra era 11 de dezembro. Em princípio, as obras estavam previstas para começarem em setembro de 2013 e serem concluídas em janeiro de 2014.

Porém, a intervenção sofreu atrasos no processo de licitação e a pedido dos passageiros, que na época da primeira suspensão de voos reclamaram da medida e o cronograma foi alterado.

Os voos noturnos chegaram a ser suspensões para que as intervenções fossem possíveis, além disto o preço das passagens subiu e a disponibilidade de voos diminuiu na cidade.

13,5 milhões

Este é o valor das últimas obras realizadas no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Essa reforma, entregue em novembro de 2014, foi marcada por atrasos e transtornos diversos aos passageiros. As obras deveriam ter sido concluídas em janeiro de 2014