A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai investir, a partir deste ano, na construção de novo complexo aeroportuário onde atualmente funciona o Aeroporto Internacional de Campo Grande.
Ainda sem estimativas dos valores a serem aplicados pelo Governo Federal, a reforma deve contemplar a construção de um novo terminal de passageiros, novo pátio de aeronaves, estacionamento de veículos e acesso viário.
Mudanças mais profundas na estrutura do aeroporto são debatidas há anos e devem, agora, ser executadas até 2021.
O projeto também inclui série de adequações na infraestrutura existente, como reforma da Seção de Combate a Incêndio, construção da central de resíduos sólidos, intervenções no terminal de passageiros existente – incluindo revitalização do sistema de climatização.
Conforme a Infraero, os requisitos para esses projetos públicas de MS estão concluídos, entretanto, é preciso aporte de recursos do Governo Federal para execução destes trabalhos. O valor a ser gasto ainda não foi informado pela empresa.
O governador Reinaldo Azambuja tinha prevista para ontem reunião com a diretoria da Infraero e representantes da Agência Nacional de Aviação (Anac) para debater sobre os investimentos, porém, o encontro não foi confirmado pela administração estadual e não foram oferecidas mais informações sobre o assunto.
PRIVATIZAçãO
Em agenda pública, na semana passada, o governado descartou a possibilidade de privatização do terminal de Campo Grande como, na ocasião, ocorreu com quatro aeroportos do Brasil. Os terminais de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis foram privatizados pelo valor de R$ 3,7 bilhões.
A não concessão do principal terminal do Estado vai contra o próprio posicionamento do governo que defende a entrega de mais aeroportos para a iniciativa privada.
O ministro do Transportes, Mauricio Quintella, defende a continuidade do processo de transferência de aeroportos administrados pela Infraesro para parceiros privados. Entretanto, não há nenhum novo leilão previsto nos pacotes de concessão e privatizações lançado pelo governo do presidente Michel Temer.
Segundo o ministro, a realização de novos leilões dependerá de uma reestruturação da Infraero. Atualmente, são dez os terminais sob concessão no País, portanto, 60% dos total de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais são de responsabilidade do setor privado.
REFORMA
A última reforma realizada no Aeroporto Internacional de Campo Grande foi entregue em novembro de 2014 e foi marcada por atraso de 11 meses, além de transtornos para os passageiros.
Na época, o recapeamento da pista, execução de grooving e a reforma na área de air taxi custaram R$ 13,5 milhões. O prazo de entrega da obra era 11 de dezembro. Em princípio, as obras estavam previstas para começarem em setembro de 2013 e serem concluídas em janeiro de 2014.
Porém, a intervenção sofreu atrasos no processo de licitação e a pedido dos passageiros, que na época da primeira suspensão de voos reclamaram da medida e o cronograma foi alterado.
Os voos noturnos chegaram a ser suspensões para que as intervenções fossem possíveis, além disto o preço das passagens subiu e a disponibilidade de voos diminuiu na cidade.
13,5 milhões
Este é o valor das últimas obras realizadas no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Essa reforma, entregue em novembro de 2014, foi marcada por atrasos e transtornos diversos aos passageiros. As obras deveriam ter sido concluídas em janeiro de 2014