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Clippings - 16/06/16

Projeto para construir terminal privado em Macaé é retomado

A Secretaria Estadual de Ambiente do Rio de Janeiro concedeu licença prévia (LP) para a construção do Terminal Portuário de Macaé (Tepor). Se concretizado, o projeto da EBTE Engenharia será o primeiro complexo privado de apoio logístico ao setor petróleo no município fluminense.

O empreendimento começou a ser estudado em 2012 pela construtora Queiroz Galvão, que chegou a apresentar o projeto em audiências públicas para licenciamento prévio em 2014, mas seu controle acionário foi integralmente adquirido em março pela EBTE com a subsidiária BR-Rio Engenharia Especializada.

Com foco no atendimento a projetos nas bacias de Campos e Santos, o projeto prevê que o Tepor será instalado em uma área de 400 mil m² no norte de Macaé, no bairro de São José do Barreto. O temrinal contará, na parte marítima, com uma ponte de 1,6 mil m de extensão, um quebra-mar e uma plataforma de apoio, onde serão construídos berços para atracação de embarcações de apoio offshore.

As obras de construção do TEPOR estão projetadas para comecar em 2017 e devem garantir a geração de mais de 1.100 empregos diretos e indiretos. O início da operação do Terminal Portuário está previsto para 2020 e, durante a fase operacional, a expectativa é gerar 7,5 mil postos de trabalho, sendo 800 apenas na atividade de gestão do terminal portuário.

A criação de um novo terminal de apoio offshore em Macaé é um pleito antigo da indústria, que depende exclusivamente do Terminal de Cabiúnas, há anos sobrecarregado. O novo projeto pode, contudo, enfrentar concorrência. Bem próximo a Macaé, entre os municípios de Campos e Quissamá, está em construção o Complexo Logístico Farol-Barra do Furado, que também terá berços de atracação para barcos de apoio.

Em São João da Barra, há as bases de apoio da Brasil Port, que já fechou contratos de longo prazo com a Petrobras e a Chevron, e da Intermoor. Há ainda projetos em desenvolvimento no Espírito Santo, como o C–Port (Edison Chouest); Itaoca (Itaoca Offshore), em Itapemirim; e Porto Central, em Presidente Kennedy.

Na capital fluminense, bases de apoio há muito consolidadas, buscam alternativas de negócios para compensar a redução de serviços na área de óleo e gás. Recentemente, a Brasco Logística solicitou à Antaq autorização para alterar o perfil de cargas movimentadas em sua base de apoio no Caju, no Rio de Janeiro. Além de produtos destinados ao segmento offshore, a empresa planeja trabalhar com cargas gerais, conteineirizadas, a granel (sólido, líquido e gasoso), carga solta e unitizada.

Em paralelo, estaleiros até então exclusivamente focados em construção naval offshore também têm pedido à agência reguladora permissão para operar como terminais de uso privado (TUP), a fim de movimentar cargas comercialmente e, assim, diversificar sua fonte de renda. Um dos exemplos é o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, na Bahia, cujos contratos com a Sete Brasil estão suspensos.

A diretoria da EBTE já estuda, porém, uma possível diversificação dos segmentos de atuação do terminal, com foco no apoio logístico ao mercado de combustíveis e movimentação de cargas em geral. Segundo a empresa, a ampliação do escopo do projeto contribuiria para a economia estadual e da cidade de Macaé, hoje muito dependentes das atividades da indústria de óleo e gás, possibilitando a atração de investimentos de outros segmentos.