O sistema para evitar congestionamento de caminhões nas estradas próximas ao Porto de Santos durante a safra que se aproxima ainda não parece estar clara. Vigorando desde o dia 1º de janeiro, a proposta prevê fiscalização dos caminhões nas rodovias para identificar, de modo eletrônico, se eles estão cumprindo o agendamento. Para o diretor do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Santos), Alexsandro Freitas, a proposta é complicada e não vai funcionar.
Ele conta que foi chamado para uma reunião na Secretaria dos Portos, em Brasília para ser interlocutor com os caminhoneiros para que o agendamento seja cumprido.
Segundo Freitas, o governo federal promete fiscalização mais rigorosa na origem da soja. O sindicalista diz que o governo não deu detalhes sobre a forma eletrônica de fiscalização, mas garantiu que os fiscais estarão em todas as vias federais.
Moacyr Francisco Ramos, assessor jurídico da ATR Brasil, associação que representa as empresas de transporte de grãos se mostra revoltado pelo fato de a entidade não ter sido chamada para discutir o projeto. O advogado está pessimista quanto à solução. A ATR Brasil move ações judiciais contra o porto pelo fato de os transportadores terem de pagar estacionamento para os terminais privativos. Segundo ele, em Paranaguá os estacionamentos são públicos e são os terminais que pagam multa pelo atraso o que é bem melhor.