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Clippings - 06/09/23

Projeto prevê embarcações elétricas para conexão entre aeroportos do Rio

Arquivo/Divulgação

Uma das propostas a ser apresentada à prefeitura projeta logística com novo terminal aquaviário próximo à UFRJ e aproveitamento da linha rodoviária direta existente a poucos minutos do Galeão

Termina no próximo dia 19 de outubro o prazo para envio de estudos de viabilidade para modelagem e estruturação do projeto de concessão para uma ligação aquaviária entre os aeroportos Santos Dumont (Marina da Glória) e Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. Um dos projetos, a ser apresentado pela C3 Engenharia à prefeitura municipal, prevê a implantação de um terminal aquaviário integrado à área contígua ao terminal de ônibus da Ilha do Fundão (Aroldo Melodia), já que ali opera uma linha exclusiva do sistema de ônibus articulado — BRT (Bus Rapid Transit), com acesso em pista exclusiva e que fica a aproximadamente três minutos de deslocamento do Galeão.

O representante da C3 e coordenador do projeto, Roberto Aroso, contou à Portos e Navios que essa logística foi um fator decisivo na opção por um terminal aquaviário no Fundão, região onde está o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O estudo levou em consideração atender simultaneamente a UFRJ e o aeroporto internacional do Galeão. Segundo Aroso, o local possui grande movimentação de passageiros e recebe ônibus de diferentes bairros do Rio de Janeiro, principalmente para transporte da população da ilha universitária.

Esse projeto menciona que o tipo adequado de embarcação a ser utilizado e sua respectiva capacidade de passageiros vão depender de uma pesquisa específica do setor de turismo, a ser desenvolvida. A ideia é adotar embarcações 100% elétricas, de emissões zero, capazes de transportar até 60 passageiros, 10 bicicletas, além de bagagens. Além da integração multimodal, o projeto prevê concepções sustentáveis a partir de soluções como o uso de energia renovável, aproveitamento de águas pluviais, reuso de águas e coleta de materiais recicláveis.

Aroso também destacou que o projeto é aderente aos sistemas que compõem o conceito de ‘e-navigation’ da Marinha do Brasil, já que as embarcações serão controladas por radares em pontos estratégicos, permitindo a rastreabilidade. O escopo idealiza que, na Baía de Guanabara, a sala de controle do futuro sistema ficaria localizada na autoridade portuária do Rio de Janeiro (Portos Rio), gestora do VTMIS (sistema de gerenciamento e informação do tráfego de embarcações, em tradução livre), a qual detém certificação internacional, ou ainda no Centro de Operações da prefeitura do Rio de Janeiro.

O coordenador do projeto acredita que a cidade do Rio de Janeiro, há bastante tempo, carece de um sistema de transporte aquaviário capaz de aproveitar todo o potencial turístico da cidade. Para Aroso, as poucas iniciativas que ocorreram nos últimos anos, encontram-se atualmente desativadas ou em estado precário, além de cobrirem ineficientemente poucas áreas da região. “São fatores que nos levam a acreditar que a proposta possa ser escolhida”, comentou Aroso.

Fonte: Revista Portos e Navios