
O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste) entregará, na próxima quinta-feira (20/5), o projeto para a instalação de uma termelétrica a gás natural na área do antigo Comperj ao secretário de Desenvolvimento, Energias e Relações Internacionais do estado do Rio de Janeiro, Leonardo Soares.
Segundo o diretor-geral do Conleste, João Leal, trata-se de um projeto em fase inicial, cujos potenciais investidores são os grupos internacionais Qatargas, GE Power e Taqa. A térmica tem investimento estimado em R$ 2 bilhões e será construída, de acordo com o projeto, em área que pertence à Petrobras.
“É uma solução que converge para o potencial energético que vai emergir, traz investimento externo na ordem de bilhão de reais, gera milhares de empregos, então é um benefício não só para a região, mas também para o estado”, argumenta Leal.
De acordo com o diretor-geral, há conversas entre a estatal e o estado do Rio de Janeiro para a cessão de uso do terreno, que tem uma área de cerca de 11 km² já licenciada. A área, no entanto, não está sendo utilizada devido ao redimensionamento do Comperj (atual Polo GasLub).
Atualmente, estão em construção a UPGN de Itaboraí e o gasoduto Rota 3, que levará a produção do pré-sal à unidade de processamento. De acordo com Leal, ambos os ativos estão em fase de comissionamento, com a expectativa de iniciarem a operação até o primeiro trimestre de 2022, com a possibilidade de início em julho deste ano já descartada.
Na quinta-feira (20/5), o Conleste apresentará também o programa ProGás, que visa criar um plano de ações para atrair investimentos industriais para a região. Para João Leal, o projeto, que já foi apresentado em audiência pública em Itaboraí, é complementar ao Industrializa RJ – programa lançado pelo governo do estado no último dia 12 e que prevê a reindustrialização do Rio de Janeiro a partir do gás natural.
O ProGás tem como objetivo, com o apoio do estado, incentivar a instalação de um condomínio industrial na área licenciada do Comperj que utilize o gás natural processado pela UPGN de Itaboraí. Considerando o ProGás, o Industrializa RJ e a Lei nº 9.214/21, que prevê o incentivo fiscal à instalação de térmicas a gás no estado, “claro que com essa condicionante que é a partida da maior UPGN da Petrobras no Brasil, entendemos que temos condições de promover uma reindustrialização mais limpa, considerando o baixo teor [de carbono] do gás, na região Leste Fluminense”, declarou Leal.
Outra iniciativa do Conleste visando o desenvolvimento do ambiente de negócios no Leste Fluminense, o Ita Gas&Oil, será adiado para 2022 devido à pandemia. O evento, que foi rebatizado de ConlestEnergy Gás e Renováveis, foi realizado pela primeira vez em 2019.
Fonte: Revista Brasil Energia