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Clippings - 19/07/19

Projeto prevê térmica em Itaboraí para absorver gás do pré-sal

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste) e a D Energy Brasil – um conglomerado de empresas brasileiras – pretendem instalar uma usina termelétrica (UTE) em Itaboraí (RJ) para aproveitar o gás natural produzido no pré-sal.

O plano é aproveitar a infraestrutura de escoamento do energético a partir do gasoduto Rota 3, cujos trechos ultrarraso e terrestre estão sendo finalizados pela McDermott e o consórcio Encalso/Concremat, respectivamente.

Com previsão de início de operação em 2021, a UTE Pedra Bonita terá capacidade instalada de 1,5 mil MW. O objetivo será negociar energia tanto no mercado cativo (regulado), via leilões da Aneel, como no ambiente de contratação livre (ACL).

O investimento estimado no projeto, cujo desenvolvimento conta ainda com o apoio da Qatar Energy, será de US$ 1,5 bilhão, gerando aproximadamente 10 mil empregos diretos.

“O projeto está em momento de apresentação institucional. Considerando a pujança do gás que vai jorrar da UPGN, ele é um derivativo natural, uma consequência natural disso”, observa o diretor-geral do ConLeste, João Leal.

O executivo está otimista com o aumento da disponibilização de gás natural após a conclusão da UPGN. A construção da unidade é feita pelo consórcio Kerui-Método, que estará presente no Ita Gas&Oil, nos próximos dias 24 e 25, em Itaboraí.

Também confirmados no evento estão o governador do estado do Rio, Wilsont Witzel, o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Emprego, Renda e Relações Internacionais, Lucas Tristão, e o Coordenador do Projeto Uça/Petrobras, Pedro Belga, além do Cônsul da China, Xu Yuansheng.

Os chineses estão acompanhando de perto o desenvolvimento do Comperj. A expectativa é que os estudos elaborados pela CNPC e a Petrobras para investir na conclusão do empreendimento sejam finalizados em agosto.

A iniciativa faz parte de um acordo integrado de modelo de negócios assinado pelas petroleiras em outubro do ano passado com o objetivo de avaliar os investimentos necessários à conclusão da refinaria.

Uma vez quantificados os custos e benefícios do negócio, a ideia é formar uma joint venture (JV), que será responsável pela conclusão do projeto e pela operação da refinaria, com 80% de participação da companhia e 20% da CNPC.

O acordo prevê ainda a criação de uma JV que contará com a participação de 20% da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste) na Bacia de Campos, ficando a Petrobras com os 80% restantes, como operadora.

Em junho, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, revelou que a companhia analisa a possibilidade de construir uma termelétrica a gás no Comperj.

““Estamos estudando uma ideia de construção de uma grande termelétrica a gás a partir do Comperj paralelamente ao memorando de entendimentos com a CNPC”, afirmou Castello Branco, durante audiência na Câmara dos Deputados.

João Leal conta que conversou com a Petrobras sobre o projeto. “Seja qual for a decisão da Petrobras, o fato é que há espaço para mais de uma térmica na região, tendo em vista o aumento da oferta de gás do pré-sal nos próximos anos.

Outros projetos
O cenário já motivou o desenvolvimento de outros projetos no estado. Em Macaé, uma joint venture formada pelo Pátria Investimentos, Shell e Mitsubishi Hitachi Power Systems construirá uma usina com 565 MW de capacidade instalada, suficiente para abastecer 2,5 milhões de pessoas. Programada para entrar em operação em 2023, a usina receberá aportes de aproximadamente US$ 700 milhões

No Porto do Açu, em São João da Barra, a GNA Açu (BP, Prumo Logística e Siemens) investe no desenvolvimento de um hub de gás natural e industrial, com aportes da ordem de R$ 8 bilhões em duas UTEs e um terminal de GNL. A primeira usina está em construção, e seu início da operação é esperado para 2021. A unidade terá capacidade instalada de 1,338 mil MW, com abastecimento de GNL importado que será fornecido pela BP. Mas a expectativa é utilizar também o gás do pré-sal.

“Esperamos que a demanda futura possa atrair uma rota de gás para Porto do Açu. Os empreendimentos em termelétricas serão âncora para desenvolvimento e vetor para a monetização do gás do pré-sal”, afirmou o presidente da empresa, Bernardo PersekePerseke, durante apresentação na Brasil Offshore, no fim de junho.

Fonte: Brasil Energia