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Clippings - 27/02/14

Projetos no exterior têm foco em petróleo

Brasil Econômico – 27/02/2014

Redação

A Petrobras incluiu entre seus focos no exterior reservas não convencionais de petróleo e gás natural, como o gás de xisto, que vem provocando uma revolução no mercado energético dos EUA. As novas fronteiras fazem parte de uma remodelação total nos negócios da companhia no exterior, como já havia adiantado o Brasil Econômico, que serão centrados na busca por petróleo, deixando de lado projetos de outros segmentos.

O trabalho de reestruturação dos negócios internacionais tem por objetivo melhorar o portfólio da companhia no exterior, informou a presidente da estatal,Graça Foster.

Percebemos que nosso portfólio não tem a qualidade que queremos.

Não queremos reservas que demandem investimentos para levar a produção aos mercados, disse ela.O foco permanece nas Américas e na Costa Oeste da África,mas inclui reservas não convencionais nos EUA e na Argentina.

A área internacional foi uma das mais afetadas pela crise financeira da Petrobras e protagonizou o programa de desivestimento da companhia,que já rendeu US$10,7 bilhões em vendas de ativos.Quando decidiu partir para o mercado externo,a estatal comprou,além de ativos de exploração e produção, refinarias,postos de combustíveis e distribuidoras de gás. Agora,o que queremos é petróleo,para complementar nossa produção local.Por isso, a empresa vai centrar esforços na exploração, na busca por novas reservas.Dos investimentos previstos no novo Plano de Negócios, a área internacional ficará com 4%, ou US$9,7 bilhões. Além do petróleo, a manutenção dos volumes de produção de gás na Bolívia permanecem no foco.

Como resultado desse esforço, a empresa projeta para o perãodo entre 2020 e 2030, atingir uma média de produção de 479 milhões de barris de óleo equivalente (somado ao gás) em projetos fora do Brasil,um crescimento anual superior a 8%. No ano passado, a área internacional produziu uma média de 200mil barris de óleo equivalente por dia, queda de 15% com relação ao ano anterior, provocada pela venda de projetos.