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Clippings - 03/03/17

Projetos no offshore voltaram a ser competitivos

Os projetos no offshore voltaram a ser priorizados pelas petroleiras, acredita a Rystad Energy. De acordo com a consultoria, o mercado deve receber US$ 70 bilhões em 2017, mesmo valor que será investido no segmento do shale.

“Para cada dólar investido no mercado de shale em 2017, haverá um dólar sendo investido no desenvolvimento de novos recursos offshore” afirmou a Rystad.

A igualdade nos valores previstos pela consultoria para as áreas demonstram uma diferença de mentalidade em relação aos últimos anos. Em 2014, as petroleiras investiram US$ 160 bilhões em perfuração e completação outros US$ 20 bilhões em estrutura para projetos no shale, enquanto apenas US$ 95 bilhões foram direcionados para novos projetos offshore.

“Isto demonstra em que a indústria offshore trabalhou durante a crise. Enquanto muitos pensavam que os ativos marítimos não poderiam competir com o shale, os operadores conseguiram transformar projetos não comerciais em altamente competitivos com a ajuda das prestadoras de serviço”, explicou a consultoria.

A Rystad acredita que, após dois anos de programas de cortes de custos na cadeia produtiva, as previsões para 2017 estão demonstrando alta competitividade tanto no offshore quanto no shale. Um dos motivos para a melhoria no ambiente offshore foi a deflação maior do que no onshore. O setor de sondas, por exemplo, teve quedas de mais de 50% nas taxas diárias, enquanto a área de equipamentos subsea teve diminuição de 30% nos preços.

“Além da deflação nos equipamentos, também ocorreram ganhos de eficiência, efeitos de câmbio e mudanças em projetos que ajudaram a diminuir os break evens”, completou a Rystad.

A expectativa, no entanto, é que com o aumento das atividades em 2017 a inflação volte tanto ao mercado offshore quanto ao shale. Com isso, o perãodo de baixa nos preços de serviços já começou a diminuir, mas impactará o mercado offshore por mais tempo, devido aos maiores prazos dos contratos.