O consórcio de Libra (Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC) remarcou para o dia 4 de abril a data de entrega das propostas do rebid para o afretamento do FPSO Piloto a ser instalado no projeto. Por decisão judicial, o rebid pode ser retomado apenas até a fase pré-assinatura de contrato.
O desembargador federal Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1a Região, liberou na última sexta-feira a licitação condicionando a não assinatura do contrato até que a ANP conclua a análise do pedido de waiver do FPSO. A audiência pública para discutir o pedido de waiver será realizada no dia 18 de abril.
Preocupada com os atrasos que já comprometem o cronograma do primeiro óleo, previsto originalmente para 2020, e sob a ameaça de novas ações judiciais, a Petrobras garante que não adiará a data de entrega das propostas.
Com capacidade para produzir 180 mil b/d de óleo e comprimir 12 milhões de m3/d de gás, o FPSO Piloto de Libra ficará afretado pelo prazo de 13 anos, com possibilidade de prorrogação por mais oito anos. O consórcio vem tentando afretar a unidade desde 2015, mas nas três tentativas feitas até então os preços apresentados ficaram acima das expectativas.
FPSO a caminho
Entre o próximo sábado (25/3) e a segunda-feira ( 27/3), o FPSO Pioneiro de Libra deixará o estaleiro Jurong, em Singapura, com destino a Libra. Projetado para executar o teste de longa duração e os sistemas antecipados de produção (SPAs) da área e entrar em operação em junho, a unidade concluiu na última segunda-feira (20/3) todos os testes de mar e está sendo submetida aos últimos preparativos para iniciar sua viagem ao Brasil.
FPSO Pioneiro de Libra ( Cortesia Teekay )
Convertido pelo consórcio Odebrecht Óleo & Gás (OOG)/Teekay e equipado com uma planta de produção para 50 mil b/d e compressão de 4 milhões de m3/d, o FPSO Pioneiro de Libra virá para Brasil por propulsão própria, estando previsto para chegar à locação no fim de maio, quando começam os trabalhos de ancoragem. A unidade deixará o estaleiro pronta para entrar em operação.
O TLD de estreia será feito a partir de dois poços, um produtor e outro injetor, o RJS-739 e o RJS-742, localizados na parte Noroeste de Libra. As projeções do consórcio são que a produção fique entre 45 mil b/d e 50 mil b/d de óleo.
As obras de conversão da unidade tiveram início de fim de 2014. A entrada em operação do sistema marcará a primeira produção de Libra, única área de no modelo de partilha dea produção em desenvolvimento no país.