Empresários devem voltar as atenções para novos investimentos, diz AEB.
A decisão do Governo do Estado de São Paulo de prorrogar o pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) fornece uma expectativa positiva para o balanço comercial brasileiro.
Segundo o vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, o fato é a prorrogação de um mecanismo que já existe. Além disso, a previsão de o PIB crescer para 5% em 2010 contribui para que as empresas possam estimular investimentos necessários e aumentar a demanda nos próximos meses do ano.
Os empresários que tiveram danos por conta da crise podem reavaliar seus lucros e sanar suas dívidas, reprogramar seus saldos e voltar as atenções para novos investimentos na indústria local, afirma Castro.
Não existe impacto desfavorável para exportação, pois não há tributos. O Brasil é um exportador de destaque e tem condições de crescer mais, caso as empresas invistam mais em desenvolvimento e tecnologias para transporte, conclui Castro.