A Petrobras deve adiar a entrega das propostas das licitações para o afretamento dos FPSOs de Libra e Sépia, áreas do cluster do pre-sal da Bacia de Santos. As empresas convidadas para as concorrencias solicitaram nova prorrogação de prazo e é quase certo que a data de abertura dos envelopes seja remarcada para março.
A área de E&P está avaliando o pleito das empresas, analisando os prós e contras de um novo adiamento, e deve formalizara sua decisão entre o fim desta semana e o início da outra . A entrega das propostas já foi adiada uma vez, em novembro, quando foi estabelecido o prazo de 11 de fevereiro.
As empresas elencaram dificuldades para fechar as propostas até logo após o Carnaval. Entre os problemas indicados estão o cenário atual do setor petróleo, a complexidade de atendimento às cláusulas de conteúdo local da licitação e a dificuldade de financiabilidade.
Os dois FPSOs terão capacidade para produzir 180 mil b/d, sendo que o de Sépia está programado para entrar em operação em operação em 2019, enquanto o de Libra tem primeiro óleo previsto para 2020, segundo dados do Plano de Negócios da Petrobras 2015-2019.
No caso de Libra, a licitação está sendo conduzida pelo consórcio Petrobras, Total, Shell, CNOOC, CNPC e PPSA e a tendência é de que os participantes não possam ter acesso à proposta de seus concorrentes. A concorrência de Sépia foi elaborada sob o modelo de carta convite.
A grande preocupação da indústria com os dois processos tem se concentrado nas exigências de conteúdo nacional. O vencedor do FPSO Libra terá que cumprir 80% de conteúdo nacional, enquanto em Sépia o patamar é de 70%.