
A Prosafe estima que ao menos duas licitações serão lançadas neste ano para início das operações em 2024, segundo apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano, divulgada na quarta-feira (10). A companhia espera que essas licitações sejam lançadas pela Petrobras, mas afirma que as empresas independentes brasileiras também visam unidades para os anos de 2024 e 2025.
Vários fatores contribuem para o cenário favorável descrito pela Prosafe. Entre eles, estão: o nível de atividade de flotel no Brasil, que está próximo do pico registrado em 2015; o aumento da produção de petróleo no país, que aumentou de forma constante nos últimos três anos e deverá continuar crescendo; e o desenvolvimento do campo de Búzios a fim de elevar a capacidade de produção para 2 milhões de bpd até 2030.
A Prosafe também afirma, na apresentação, que está em diálogo constante com o estaleiro Cosco em Qidong, na China, “sobre como sobre facilitar a entrega [das semissubmersíveis Safe Nova e Safe Vega] em possíveis futuras licitações da Petrobras”, uma vez que as unidades estão de acordo com os requisitos da estatal. Para justificar a entrega, a companhia afirma que os contratos precisam ter taxas diárias superiores às vigentes.
No momento, a companhia possui três contratos com a Petrobras, referentes às embarcações Safe Zephyrus (com término de afretamento previsto para fevereiro de 2025), Safe Notos (setembro de 2026) e Safe Eurus (março de 2027). No primeiro trimestre de 2023, a Prosafe registrou uma receita de US$ 14,3 milhões, representando uma queda de 59% ante o primeiro trimestre de 2022 (US$ 35,5 milhões); e um prejuízo de US$ 21,7 milhões no período, 82% maior do que o prejuízo registrado no 1T22 (US$ 11,9 milhões).
Fonte: Revista Brasil Energia