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Clippings - 19/12/23

Prumo decidirá sobre implantação de terminal de grãos no 1º semestre de 2024

Arquivo/Divulgação

Empresa avalia que testes com movimentação de soja e milho e importação de fertilizantes pelo Açu (RJ) demonstraram potencial para capacidade instalada de 3 milhões de toneladas em etapa inicial

A Prumo planeja a implantação de um terminal de grãos com capacidade instalada inicial de 2,5 milhões toneladas a 3 milhões de toneladas de grãos para exportação e 500 mil toneladas de fertilizantes como carga de retorno (importação) por ano, na primeira fase. O projeto para o Porto do Açu (RJ) está em processo de detalhamento e tem a decisão final de investimento prevista para o primeiro semestre de 2024. A expectativa é que o início da operação comercial ocorra em 2026, com aportes entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões,

Os testes realizados em 2023 movimentaram aproximadamente 100 mil toneladas de soja e 60 mil toneladas de milho. A ideia é ter a importação de fertilizantes como carga de retorno para viabilizar a logística pelo modal rodoviário. O diretor de terminais e logística do Porto do Açu, João Braz, disse que a demanda está bem definida após os testes de embarques de soja e milho, realizados este ano, que se provaram competitivos utilizando o modal rodoviário. “Estamos fazendo uma análise detalhada do terminal específico de fertilizantes que já parece parar de pé de forma rodoviária. Tudo indica que consigamos construí-lo de forma sustentável”, afirmou durante coletiva com jornalistas setoristas, nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro (RJ).

A Prumo acredita que, no momento em que o porto contar com acessos ferroviários, a capacidade de movimentação de 3 milhões de toneladas de grãos, terá um salto. Sem contar com a ferrovia, os principais mercados no radar da Prumo são Goiás, sul e norte de Minas Gerais, além do oeste do Espírito Santo, que correspondem a uma ‘mancha de captação’ de 8 milhões de toneladas de grãos/ano de mercado. A empresa estima que 80% do volume dessa mancha são transportados por caminhões para portos da região Sul, como Paranaguá (PR), Imbituba (SC) e São Francisco do Sul (SC).

“Conseguimos melhorar a competitividade por causa da experiência do fluxo do fertilizante, que reduz o frete rodoviário. Estamos fazendo um projeto que para de pé no rodoviário, apesar do projeto ferroviário impulsionar bastante. Ele pode crescer bastante só mudando o sistema de esteira de carregamento do navio”, explicou Braz. Ele contou que os testes foram realizados com clientes que possuem volumes muito maiores do que os que foram feitos até agora. Segundo o diretor, ainda é necessário refinar algumas questões dos custos, antes de ter a decisão positiva para o terminal automatizado dedicado a grãos.

O CEO da Prumo, Rogério Zampronha, acrescentou que o agronegócio tem sido o principal impulsionador da economia brasileira e que o estado do Rio de Janeiro estava fora do mapa onde as grandes tradings estão localizadas e onde operam. “Conseguimos dar esse primeiro grande passo e fizemos as primeiras operações de soja e milho. Prevemos uma expansão enorme desse volume em 2024 que, possivelmente, vai resultar no primeiro terminal de grãos do estado do Rio de Janeiro”, projetou durante a coletiva.

Fonte: Revista Brasil Energia