No caso da Up Offshore, foram três navios, os PSVs Esmeralda, Amber e Pearl. As embarcações estavam programadas para operar até 2017, em contratos de afretamento de quatro anos que somavam US$ 100 milhões.
A Ultrapetrol não detalhou os motivos comunicados pela Petrobras para antecipar o fim dos contratos. Em nota, acrescentou apenas que “está explorando caminhos alternativos para remediar a situação, que incluem negociações com a Petrobras e o emprego (dos PSVs) em outros mercados”.
Segundo dados da Petrobras, o PVS Esmeralda começou a operar em 2010 em um contrato de afretamento de três anos, por US$ 22,7 milhões (média de US$ 19,7 mil/dia) e foi recontratado em 2013 por quatro anos a US$ 32,7 milhões (US$ 22,3 mil/dia). As médias não consideram os custos de operação, apenas os contratos de afretamento.
Em 2013, começaram os contratos dos PSVs Amber e Pearl, também por quatro anos, por US$ 33,7 milhões (23,1 mil/dia), valores superiores ao do PSV Esmeralda. As três unidades são PSV 4500.
Com a devolução das três unidades, a UP Offshore continua operando com a Petrobras em 10 contratos de embarcações PSVs e RSVs, na maioria com prazo de quatro anos, terminando entre 2017 e 2019. O valor total dos afretamentos é de da ordem de US$ 260 milhões.
Em agosto, a empresa iniciou a operação do RSV UP Coral para a Petrobras e está participando de licitações da petroleira para suporte a ROVs e a plataformas com as unidades Agate e Jasper, atualmente, descontratadas no Mar do Norte.
A Ultrapetrol atua no Brasil por meio da armadora UP Offshore, do Reino Unido e a brasileira UP Offshore Apoio Marítimo, que opera as embarcações. Além disso, no caso dos contratos dos PSVs Ambar e Pearl, o afretamento foi fechado por meio da Corporacion de Navegacion Mundial.
Já a Siem Offshore informou que o contrato de afretamento do PSV Siem Carrier foi cancelado por não ter conseguido renovar a licença de operação do navio. De acordo com a armadora, a Petrobras não terá que pagar multa, pois a embarcação foi bloqueada devido a limites de tonelagem.
De acordo com informações da Petrobras, o contrato do navio, iniciado em 2013, estava previsto para terminar em setembro de 2017. O valor do contrato de afretamento era de US$ 31,7 milhões e o de operação do navio, R$ 37,7 milhões.
O PSV tem capacidade para armazenar 4,7 mil toneladas. Atualmente, a embarcação está parada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Ao final do primeiro semestre deste ano, a Siem Offshore tinha quatro PSVs em operação no Brasil.
Bloqueios
A Petrobras está reavaliando o tamanho de sua frota – no mercado, comenta-se que ela poderá ser reduzida em 30% em relação a 2014, quando a estatal possuía mais de 400 navios. Diante da menor demanda, mais barcos brasileiros ficam disponíveis e, por terem preferência na contratação, bloqueiam navios de bandeira estrangeira.
A estatal tem aproveitado o momento para barganhar. Recentemente, a estatal abriu uma licitação para contratar PSVs de bandeira estrangeira. A concorrência foi lançada depois de uma primeira rodada de renegociação de contratos, visando à redução das taxas diárias.