O acordo com a joint venture da Technip Energies, Consolidated Contractors Company (CCC) e a Gulf Asia Contracting (GAC) prevê o EPCC de dois mega trens para o projeto North Field West, o terceiro da Qatar no campo North

A joint venture da Technip Energies, Consolidated Contractors Company (CCC) e a Gulf Asia Contracting (GAC) farão a Engenharia, Aquisição, Construção e Comissionamento (EPCC) das instalações onshore de GNL do projeto North Field West (NFW), da QatarEnergy. O NFW é o terceiro projeto da Qatar no campo North.
Segundo o comunicado divulgado na quarta-feira (25) pela Technip e Qatar, o contrato abrange dois mega trens de 8 milhões de toneladas por ano (MTPA) cada, além de instalações associadas para tratamento de gás, recuperação de líquidos de gás natural e extração de hélio.
Além disso, a QatarEnergy prevê que o projeto produza 175 mil boe/d de condensado, etano e gás liquefeito de petróleo (GLP). A Technip afirma que o contrato representa mais de €1 bilhão (R$ 6 bilhões) em receitas.
Os mega trens serão uma réplica de dois trens que estão sendo construídos pela Technip Energies e a CCC para o North Field South (NFS). O Ministro de Estado para Assuntos de Energia do Catar e presidente e CEO da QatarEnergy, Saad Sherida Al-Kaabi, destacou que o North Field West segue o caminho do NFE, projeto de 32 MTPA, e o NFS, projeto de 16 MTPA, com ênfase no desempenho ambiental.
“Características-chave incluem uma capacidade de captura e sequestro de carbono (CCS) de 1,1 MTPA, o que nos aproxima de alcançar nossa meta de capturar e sequestrar mais de 11 MTPA de CO2 até 2035”, disse Al-Kaabi. Com o novo projeto, o total de captura de CO2 poderá aumentar para 2,2 MTPA (o valor soma a captura do NFW e do NFS, que também é de 1,1 MTPA).
O NFW produzirá aproximadamente 16 MTPA de GNL e, juntamente com os projetos NFE e NFS, aumentará a capacidade total de exportação de GNL do Catar de 77 MTPA para 142 MTPA.
O campo North foi descoberto em 1971. Localizado na costa nordeste da península do Catar, o ativo cobre uma área de mais de 6 mil km².
Fonte: Revista Brasil Energia