unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 13/12/18

QGEP acerta data da perfuração do novo poço de Atlanta

Terceiro poço será decisivo para definir o futuro do projeto definitivo do primeiro campo offshore de águas profundas operado pela petroleira brasileira

A Queiroz Galvão Exploração & Produção (QGEP) planeja iniciar a perfuração do terceiro poço do sistema antecipado de produção de Atlanta, na Bacia de Santos, no final de fevereiro. A campanha será executada pelo navio-sonda Laguna Star, afretado da Constellation (QGOG), e terá duração de cerca de 60 dias.

Além da perfuração do novo poço, a sonda fará uma campanha de intervenção para substituição das bombas internas da Baker instaladas nos dois poços em operação. O sistema de Atlanta está em operação desde maio e vem produzindo cerca de 13 mil barris/dia de óleo, através de dois poços produtores interligados ao FPSO Petrojarl I.

A previsão da QGEP é de que a campanha seja finalizada entre julho e agosto. Com a entrada em operação do terceiro poço e a substituição das duas bombas, as estimativas são de que a produção do campo atinja a marca de 25 mil barris/dia a 27 mil barris/dia de óleo.

De acordo com Lincoln Guardado, diretor presidente da petroleira, com dois meses do resultado operacional dos três poços será possível definir o futuro do projeto definitivo de Atlanta, ou seja, se ele terá seu desenvolvimento aprovado. Estudos preliminares projetam o primeiro óleo do definitivo para o período 2021/2022, com um novo FPSO, que ficaria interligado a 12 poços, sendo nove novos e três remanescentes do SPA.

O navio-sonda Laguna Star está sendo submetido a pequenas obras de docagem  antes de iniciar a campanha da QGEP e terá que ser inspecionado pela Ibama. A sonda vinha operando para a Petrobras, mas teve seu contrato finalizado em outubro.

A QGEP responde pela operação do campo de Atlanta e detém participação de 30% no ativo, em parceria a Barra Energia (30%) e a Dommo Energia (40%). A QGEP e a Barra brigam na Justiça contra a Dommo, que há cerca de dois anos não honra os compromissos financeiros do consórcio. A disputa está sendo discutida em arbitragem internacional.

Fonte: Revista Brasil Energia