A QGEP espera que as licenças do Ibama necessárias para os levantamentos sísmicos nas bacias do Pará-Maranhão e Ceará sejam emitidas até o fim deste mês. O diretor de Exploração da companhia, Sérgio Michelucci, afirmou nesta quinta-feira (13/8), durante conferência para investidores, que o trabalho está previsto para começar no quarto trimestre.
Serão necessários cerca de dois meses para a chegada dos navios no Brasil e o trabalho de aquisição deve levar seis meses, com mais nove a dez meses de processamento. Pelo cronograma da QGEP, a aquisição dos dados 3D será simultânea em Pará-Maranhão, onde a empresa é operadora dos blocos PAMA-M-265 e PAMA-M-337, e no Ceará, onde é sócia no CE-M-661.
A próxima etapa será a perfuração de um poço em cada Bacia entre o fim de 2017 e o primeiro semestre de 2018. Como operadora, a QGEP também planeja um poço na Foz do Amazonas em 2018, no FZA-M-90, onde a sísmica já foi feita e está em fase de interpretação.
Em Pernambuco-Paraíba, a QGEP opera dois blocos (PEPB-M-894 e PEPB-M-896), não planeja poços para a primeira etapa de exploração e deve contratar sísmica para 2017, encerrando o programa exploratório mínimo em 2018.
A companhia também atualizou sua projeção de investimento e pretende aportar US$ 93 milhões em todo o ano de 2015 e projeta mais US$ 112 milhões para 2016 apenas em exploração. Boa parte dos recursos (60%) será aplicado no BM-S-8, onde a QGEP tem 10%.
No bloco operado pela Petrobras, o consórcio está concluindo o poço Carcará Noroeste, em seguida vai realizar um teste de formação neste poço e em Carcará Norte. No segundo semestre de 2016, também será feita uma perfuração em Guanxuma, que seria concluída este ano. Sem data para entrar em produção com um sistema definitivo, Carcará tem de ser declarado comercial em 2018.
A Petrobras detém 66% do BM-S-8, QGEP tem 10%, Barra Energia, 10%, e Petrogal (Galp/Sinopec), 14%. Na Margem Equatorial, a Total opera o CE-M-661, com 45%, em parceria com QGEP (25%) e OGX (30%); A QGEP opera com 35% o FZA-M-90, com Premier Oil (35%) e Pacific Rubiales (30%) e com 50%, os blocos PAMA-M-265 e PAMA-M-337, também com a Pacific (50%).