Acordo com Petrobras para entrada no BM-C-27 passa por reavaliação. A QGEP busca um farm-in no offshore brasileiro com objetivo de diversificar suas fontes de receita no futuro. O foco da companhia são áreas de óleo em fase avançada de exploração ou preliminar de desenvolvimento, de acordo o CEO da QGEP, Lincoln Guardado. A diretoria da petroleira reuniu-se com investidores, nesta terça-feira (25/11), no Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, há interesse em áreas em áreas de água profunda e há uma expectativa do mercado para que a Petrobras volte liquidar ativos em 2015, em uma segunda fase de desinvestimentos.
A fonte de receita operacional da QGEP, atualmente, corresponde à participação de 45% que a companhia detém em Manati, campo de gás operado pela Petrobras e, a partir de 2016, entra em operação o sistema de produção antecipada (SPA) do campo de Atlanta, operado pela própria QGEP.
BM-C-27 em reavaliação
Em 2012, a QGEP chegou a fechar com a Petrobras um farm-in de 30% no BM-C-27, contudo, o negócio entrou em reavaliação técnica e financeira. De acordo com os executivos da QGEP, os patamares de custo, pensado há dois anos, não correspondem mais a realidade.
Na concessão foi feita a descoberta de gás natural batizada de Guanabara, no pós-sal, e o objetivo da QGEP era associar-se a Petrobras para prospectar o pré-sal do BM-C-27, o que altera as condições operacionais e econômicas do projeto.
“É uma área que tem pressão anormal, temperatura alta e os números estão fora do que olhávamos no inicio. Ainda não estamos nos sentindo confortáveis para fechar o negócio, antes da nova análise técnica”, explicou o diretor de Exploração da QGEP, Sérgio Michelucci.