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Clippings - 11/11/16

QGEP busca novos sócios para Atlanta e contratos de exploração

A QGEP conta com a retomada do interesse nacional e estrangeiro pelo setor petrolífero para concluir uma série de vendas de ativos de E&P, melhorando o perfil de risco de suas operações. A companhia tenta vender parte de blocos na Margem Equatorial e em Sergipe-Alagoas, além de resolver o problema da inadimplência da OGX em Atlanta com a entrada de um novo sócio no campo.

A petroleira informou nesta quinta-feira (10/11) que a OGX tem R$ 51 milhões em dívidas pelo não pagamento de custos com o desenvolvimento de Atlanta. “Eles [a OGX] continuam com um processo de venda da participação no mercado. A gente acha que essa é a melhor saída que eles teriam hoje”, afirmou o CEO da QGEP, Lincoln Guardado.

Outra opção seria a diluição da participação de 40% da OGX em Atlanta, que seria assumida pela QGEP e pela Barra Energia, mas Lincoln ressaltou que não há nada definido. “Não posso falar pela Barra Energia”, afirmou.

Campo de óleo pesado em Santos, Atlanta tem sofrido com atrasos no seu desenvolvimento, que já levaram à postergação do primeiro óleo para dezembro de 2017 – o cronograma inicial previa a entrada do FPSO Petrojarl I, da Teekay, este ano.

A QGEP explicou que a adaptação necessária na unidade de produção está levando mais tempo que o previsto inicialmente e que, hoje, o FPSO está em fase de interação da planta de processo.

Farm-out

Além de auxiliar a OGX na venda em Atlanta, a QGEP está buscando sócios para os blocos que opera na Margem Equatorial, contratados na 11ª rodada, e em Sergipe Alagoas, da 13ª rodada.

Lincoln Guardado acredita que as mudanças regulatórias promovidas pelo governo para o setor estão fazendo com que as empresas voltem a ter interesse no Brasil, favorecendo negócios desse tipo.

“É notória a mudança de humor em relação ao Brasil. A indústria de óleo e gás está recebendo grande atenção do governo”, afirmou o executivo, citando que há tanto empresas interessas no pré-sal, no contexto do leilão de partilha de 2017, como em projetos de exploração e produção em curso.

A ideia da QGEP é vender cotas nos contratos PAMA-M-265 e PAMA-M-337, em Pará-Maranhão, e no FZA-M-90. Nos três casos, a QGEP é operadora e tinha como sócia a Pacific, que deixou os ativos em meio ao seu processo de reestruturação. Em Pará-Maranhão, a QGEP ficou com 100% dos blocos e na Foz, tem a Premier como sócia, com 35%.

Devido ao declínio do preço do petróleo e à complexidade dos processos de licenciamento ambiental, a petroleira tenta a postergação de prazos na região, deslocando as campanhas de perfuração previstas para 2017 para um ou dois anos à frente. A mesma estratégia tem sido adotada por outros operadores na região.

A empresa considera hoje que vai fechar 2016 com um capex de US$ 60 milhões, metade aplicado no desenvolvimento de Atlanta. Para 2017, são estimados investimentos de US$ 73 milhões, sendo US$ 35 milhões em Atlanta e US$ 36 milhões na exploração do BM-S-8 (Carcará, operação assumida pela Statoil) e na Margem Equatorial.

No terceiro trimestre, a QGEP lucrou R$ 63 milhões, queda de 47% em relação ao mesmo perãodo de 2015, devido à menor receita com a produção de Manati – campo de gás operado pela Petrobras – e ao aumento de despesas com o número maior de projetos em curso.