A QGEP confirmou que o projeto de desenvolvimento de Carcará pode atrasar, mas a petroleira do grupo Queiroz Galvão aguarda a divulgação do próximo Plano de Negócios da Petrobras para falar em novos prazos. Ontem (10/3), a Galp Energia disse que os projetos no qual participa no pré-sal devem atrasar, em média, um ano.
A QGEP tem 10% do BM-S-8, onde foi feita a descoberta de Carcará. A Petrobras opera com 66% e Galp (14%) e Barra Energia (10%) completam o consórcio.
De acordo com a Galp e a QGEP, uma dificuldade enfrentada pelo consórcio do BM-S-8 é encontrar uma solução para escoamento do gás de Carcará. A ideia era começar a produzir em 2018. Além disso, as empresas ainda precisam concluir a delimitação do reservatório de Carcará, mas já foram feitas duas tentativas de perfurar um segundo poço de extensão no reservatório, que resultaram em problemas. A ideia é concluir a essa etapa este ano.
“A QGEP entende que os fatores mencionados pela Galp podem, de fato, resultar em atraso no desenvolvimento do projeto Carcará. Neste momento, contudo, a companhia não possui elementos suficientes para estimar, com razoável grau de certeza, o impacto no cronograma do projeto.”, afirmou a QGEP, em nota.
Os investidores, entretanto, repassaram as incertezas para o valor da ações da QGEP, negociadas na BM&F Bovespa, que caíram 12,44%, encerrando o pregão de ontem negociadas a R$ 5,56. Hoje, contudo, os papéis registravam alta de 2,34% por volta das 15h30.