Opção pelo terceiro poço do campo da Bacia de Santos dependerá do preço do barril ao final de 2015. A produção do campo de Atlanta, na Bacia de Santos, começará somente ao final do primeiro semestre de 2016. A Queiroz Galvão, operadora da área, apresentou à ANP uma revisão do Plano de Desenvolvimento do campo que prevê o adiamento do início do Sistema de Produção Antecipada, originalmente previsto para maio de 2014.
O tempo de preparação do FPSO que vai atuar na área, de 12 a 14 meses, também inviabilizou o cumprimento do prazo original.“Os poços já estão prontos para a produção. Por nossa vontade, começaríamos a produzir amanhí, mas, infelizmente, o FPSO somente chegará no primeiro semestre do ano que vem”, afirmou o diretor de Produção da GGEP, Danilo Oliveira.
Na revisão do plano, a companhia adicionou ainda a possibilidade de realizar uma nova perfuração na área, além dos dois poços previstos no plano original e que já foram perfurados. No entanto, a opção pelo terceiro poço dependerá do preço do barril ao final de 2015.
Oliveira antecipou que a empresa iniciará, a partir de 2016, os estudos para o afretamento do FPSO responsável pelo sistema definitivo do campo, que será inicado três anos após a partida do SPA. A plataforma deverá ter capacidade para produzir 80 mil barris/dia.
A expectativa da companhia é de que a produção antecipada com dois poços seja de 25 mil bpd, mas o terceiro poço poderia elevar o pico de produção para 30 mil bpd.
O campo de Atlanta foi descoberto pela Shell em 2001. Localizado a 185 km da costa do Rio de Janeiro, a área tem óleo pesado de 14º API, a uma profundidade de 2.326 m, em lâmina d’água de 1.550 m.