A QGEP adiou para 2018 o início da compra dos equipamentos de perfuração que atuarão nos blocos arrematados na 11ª Rodada. A companhia planeja investir US$ 200 milhões na perfuração de pelo menos quatro poços exploratórios nas áreas.
Até o momento, a empresa já adquiriu e processou os dados sísmicos nas bacias do Ceará, Foz do Amazonas e Pernambuco-Paraíba. Já os dados adquiridos na Bacia de Pará-Maranhão ainda estão na fase de processamento.
“Estamos trabalhando para avaliar o potencial de todos os blocos, tendo em vista possíveis perfurações em 2018”, afirmou Lincoln Guardado, CEO da companhia, durante conferência com investidores nesta quinta-feira (11/8).
Na 11ª rodada, em 2013, a QGEP adquiriu cinco blocos como operadora, sendo um na Bacia da Foz do Amazonas (FZA-M-90), dois em Pernambuco-Paraíba ( PEPB-M-894 e PEPB-M-896) e dois em Pará-Maranhão (PAMA-M-265 e PAMA-M-337). A empresa arrematou ainda, como sócia, outros três blocos, sendo dois na Bacia do Espírito Santo e um na Bacia do Ceará.
A companhia está em busca de empresas que estejam interessadas nos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, em Sergipe-Alagoas, arrematados com 100% da concessão na 13ª Rodada, em 2015, onde pretende realizar farm-out. A empresa já iniciou o processo de licenciamento para adquirir uma sísmica nos blocos.
“Queremos adquirir essa sísmica o mais rápido possível. (…) Temos tido contatos com várias companhias que já manifestaram interesse nas áreas”, afirmou Danilo Oliveira, diretor de Produção da QGEP.
Atlanta
A QGEP não descarta a possibilidade de aumentar a participação no BM-S-4, onde ocorreu a descoberta de Atlanta. A companhia opera a área com participação de 30%, em parceria com a OGPar (40%) e Barra Energia (30%), mas o plano de recuperação da OGpar prevê que a companhia se desfaça de parte da participação.
“Pode ser que a gente acabe aumentando a nossa participação, embora inicialmente esta não fosse nossa estratégia em relação a Atlanta”, afirmou Paula Côrte-Real, diretora Financeira da QGEP.
A companhia mantém hoje conversações com a Teekay sobre penalidades e renegociação de taxas do FPSO que vai atuar na área, o Petrojarl I. A Teekay é responsável pela conversão da embarcação, que terá o primeiro óleo no primeiro trimestre de 2017 e não mais no final deste ano, como estava previsto.