A Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG) está liberada para voltar a assinar contratos com a Petrobras. No fim de janeiro, a empresa foi excluída da lista de empresa impedidas de contratar, mesmo com a permanência do processo na Controladoria Geral da União envolvendo a Construtora Queiroz Galvão, implicada diretamente nos crimes investigados pela Lava Jato.
A empresa entrou no rol de impedidas em 2014, quando a Polícia Federal identificou que a empreiteira do grupo tinha participação no esquema do cartel formado para dividir as obras da Petrobras, mediante pagamento de propina para executivos e partidos políticos.
A Construtora Queiroz Galvão é alvo de ação da Controladoria Geral da União (CGU), com a qual será possível, eventualmente, assinar acordo de leniência e pagar para retomar as atividades com órgãos estatais sem restrições. A empresa de serviços petrolíferos QGOG, por sua vez, não é parte na ação.
A QGOG encerrou 2015 como a maior armadora em número de sondas prestando serviços para a Petrobras, com nove unidades contratadas, de acordo com relatório publicado no fim do ano passado pelo BofA Merrill Lynch. A segunda maior é a Odebrecht (OOG), com seis sondas e que ainda está impedida de assinar novos contratos com a petroleira.
Com o bloqueio das armadoras integrantes dos grupos empresariais investigados na Lava Jato, a Petrobras também estava impedida de firmar novos aditivos, alterando as condições contratuais das sondas, o que acabou poupando QGOG e OOG das primeiras fases de negociação de taxas com fornecedores promovida pela Petrobras em resposta à queda do preço do Brent.
As taxas praticadas nos contratos da QGOG, em média, eram da ordem de US$ 380 mil por dia no perãodo em que o levantamento do Merrill Lynch foi concluído, mas, se forem mantidas, tendem a se destacar acima dos novos contratos renegociados, em que a Petrobras tem conseguido descontos da ordem de 15%, em média.
Procurada, a QGOG disse que a Petrobras arquivou o processo administrativo aberto contra a empresa e que a suspensão segue decisão semelhante adotada pela Controladoria Geral da União, em novembro de 2015.
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