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Clippings - 04/04/19

QGOG na frente em bid do BM-S-11

Grupo brasileiro pode emplacar primeiro contrato de longo prazo depois do pedido de recuperação judicial
Por Claudia Siqueira Última atualização em 3/04/2019.

Compartilhe A QGOG Constellation pode estar perto de voltar a operar para a Petrobras. O grupo brasileiro apresentou o menor preço na licitação da petroleira para o afretamento de uma sonda com capacidade de 2,4 mil m para perfurar no bloco BM-S-11, na Bacia de Santos, desbancando empresas como a Ensco, Transocean/Ocean Rig, Seadrill, Petroserv e Pacific Drilling.

As empresas não revelam detalhes do processo, mas fontes asseguram que a taxa diária apresentada pela QGOG Constellation ficou próxima de US$ 160 mil. O grupo ofertou, originalmente, dois navios-sonda, o Laguna Star e o Amaralina Star, ambos com o mesmo valor. Após a abertura das propostas comerciais, a comissão de licitação solicitou à empresa de perfuração que indicasse uma sonda, e o grupo optou por selecionar o Laguna Star.

No momento, o navio-sonda está sob contrato com a Enauta, executando campanha no campo de Atlanta, na Bacia de Santos. A unidade será liberada no final do ano. De acordo com o edital, o prazo de entrada em operação da sonda está programado para o final de agosto ou 120 dias após a assinatura do contrato. A tendência, porém, é que a data acabe postergada para o final do ano.

Caso o afretamento do Laguna Star seja confirmado, o contrato marcará o retorno da QGOG Constellation à carteira de sondas da Petrobras e a retomada dos contratos de longo prazo. A empresa de perfuração chegou a ter seis unidades sob contrato com a petroleira, mas os últimos negócios venceram em 2018, mesmo ano em que o grupo entrou com pedido de recuperação judicial. Hoje, a QGOG opera três contratos de curto prazo, com a Total, Enauta e Shell.

A abertura das primeiras propostas da licitação ocorreu em meados de janeiro. Como a sonda está sendo contratada pelo consórcio do BM-S-11, formado pela Petrobras (65%), Shell (25%) e Petrogal (10%), o processo não segue as regras da Lei das Estatais (13.303). Com isso, a comissão de licitação tem liberdade para negociar diretamente com um dos participantes, sem divulgar informações.

A disputa pelo contrato de dois anos da sonda do BM-S-11 foi grande. A Transocean/Ocean Rig ofertou o navio-sonda Ocean Rig Apolo, em hibernação (cold stack). Já a Ensco apresentou proposta com o DS-11, enquanto a Seadrill ofereceu o navio-sonda West Tellus, que está operando para a Petrobras em Mero. A Petroserv disputou o processo com navio-sonda Carolina.

A duração do contrato será de dois anos firmes, com a possibilidade de extensão do prazo pelo mesmo período – nesse caso, mediante renegociação da taxa de afretamento entre as partes.

O consórcio do BM-S-11 mantinha, até maio de 2018, duas sondas operando no projeto com dedicação exclusiva: a Ocean Mykonos e Ocean Corcovado, da Ocean Rig. Os trabalhos exploratórios na região resultaram na descoberta de Lula e outros campos.

Pool em aberto
A Petrobras ainda não divulgou o resultado da análise do recurso apresentado pela Ocyan na licitação para o afretamento de uma ou mais sondas para 2 mil m de lâmina d’água. A empresa foi desclassificada do processo, junto com a COSL, que optou por não recorrer.

A Ocyan entrou com recurso na terceira semana de fevereiro, depois de ter sido desclassificada por problemas na documentação ligados a questões financeiras.

A demora na divulgação da análise vem causando expectativa e especulações no mercado. Acredita-se que a Petrobras esteja aguardando o resultado parcial do processo de venda das sondas da Sete Brasil para balizar o número de unidades a serem contratadas na licitação.

A unidade contratada na licitação irá operar no chamado “pool”, ou seja, ao longo de toda a costa, sem destino pré-definido. Além da Ocyan e da COSL, Transocean-Ocean Rig, QGOG Constellation, Petroserv, Seadrill e Noble foram habilitadas pela Petrobras. Ao todo, as empresas ofertaram 11 sondas.

Três delas são da QGOG Constellation: o navio-sonda Lone Star e as semissubmersíveis Gold Star e Alpha Star. A Noble listou duas sondas, mesmo número de unidades da Petroserv, com a semissubmersível Victória e o navio-sonda Carolina. Já Transocean-Ocean Rig disputa com o navio-sonda Deepwater Athena, enquanto a Seadrill entrou com o navio-sonda West Tellus e a Ocyan, com a semi Norbe VI. Já a COSL vinha participando com a semissubmersível Prospector.

O início de operação da sonda afretada está previsto para setembro. O edital traz dois prazos distintos para o contrato de afretamento, um de um ano, com possibilidade de renovação pelo mesmo período, e outro de dois anos firmes.

 

Fonte: Revista Brasil Energia