unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 17/04/13

Quando retomada, produção em Frade deverá ser de 20 mil bpd–ANP

A petroleira norte-americana Chevron deverá retomar a produção no campo de Frade, na bacia de Campos, no patamar de 20 mil barris ao dia, um volume bem menor do que o bombeamento verificado na época do vazamento de petróleo na região, disse no início da semana, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

A ANP já autorizou a retomada da produção, mas a Chevron, operadora do campo, ainda não recomeçou os trabalhos de produção no local, segundo Magda Chambriard.

Ela afirmou que, assim que retomada, a produção deve ficar bem menor do que os 70 mil barris dia na época do vazamento na bacia de Campos.

Vai ficar perto de 20 mil porque não pode injetar, explicou a diretora-geral, durante um evento no Rio de Janeiro.

O nível menor se deve ao fato de a petroleira não ter tido ainda autorização para injetar água nos poços de Frade nem para realizar a perfuração de novos poços em áreas mais profundas.

A Chevron tem autorização de produzir, de furar poços rasos, mas não teve autorização para injetar e poços profundos, disse Magda a jornalistas, após evento no Rio.

Não começaram a produzir porque só liberei na segunda-feira a documentação de segurança operacional da plataforma.

Magda revelou que ainda há gotículas de óleo vazando do poço, mas disse que isso não impede a operação na região.

Ainda sai muito pouquinho… Eles vão ficar coletando. Nesse ponto, produzir é bom porque reduz a pressão. Por isso, e por conta do julgamento do segundo incidente, não dá para liberar a injeção, destacou.

A produção em Frade foi suspensa em março de 2012, após o vazamento inicial de cerca de 3.800 barris em novembro de 2011 e depois da aparição de uma mancha de óleo inexplicável em área próxima do local do vazamento.

A Chevron, segunda maior petrolífera dos Estados Unidos, detém 52 por cento do campo, no qual é operadora. A Petrobras conta com 30 por cento, e a Frade Japão, uma joint venture de tradings japonesas, possui 18 por cento.