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Clippings - 21/08/20

Quase 200 poços em nova etapa do pré-sal

PetróleoHoje detalha demandas preliminares da 4ª fase de desenvolvimento de projetos operados pela Petrobras

Estimativa preliminar da Petrobras considera que a 4ª etapa de desenvolvimento do pré-sal envolverá universo de aproximadamente 185 poços, sendo 106 produtores, 62 injetores de água/ gás (WAG), 13 injetores de água, quatro conversíveis (produtor/ injetor) e um injetor de gás.

Os poços serão interligados aos 13 FPSOs que a estatal planeja instalar nos campos de Búzios 9, 10, 11 e 12, Sururu Central, Sépia 2, Atapu 2, Mero FR, Uirapuru, Três Marias, Sagitário, Aram e Revitalização de Lula 1.

Em termos de linhas de produção e injeção, a previsão é que sejam demandados cerca de 1,545 mil km para os projetos (no caso de Mero FR, o cálculo da Petrobras considera somente linhas de produção).

Os projetos mais longevos serão os de Búzios, Atapu e Sagitário, com 30 anos de operação/ produção, seguidos pelos de Três Marias, Uirapuru, Aram e Revitalização de Lula (25 anos), Sépia 2 (21), Sururu (14) e Mero FR (7,1).

Dados preliminares sobre os projetos de longa duração previstos no ETAPA 4/ Fonte: Petrobras
Dados preliminares sobre os projetos de longa duração previstos no ETAPA 4/ Fonte: Petrobras

O primeiro óleo programado é o de Mero FR, em março de 2024. Na sequência virão Búzios 9, em setembro de 2025; Revitalização de Lula 1 (junho de 2026); Sépia 2 e Atapu 2 (setembro de 2026); Búzios 10 (novembro de 2026); Sururu Central (dezembro de 2026); Sagitário (janeiro de 2027); Búzios 11 (maio de 2027); Uirapuru (junho de 2027); Búzios 12 (novembro de 2027); Aram (janeiro de 2028); e Três Marias (novembro de 2028).

Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras
Fonte: Petrobras

Bases de apoio

As bases de apoio com previsão de utilização durante a fase de instalação dos projetos de desenvolvimento da produção são o Porto do Rio de Janeiro (RJ), Porto de Niterói – Banit (RJ), Porto de Vitória – Bavit (ES), Porto de Macaé (RJ) e Porto do Açu (RJ).

Na fase de operação dos projetos, foram consideradas as bases do Porto do Rio de Janeiro (RJ), Porto de Macaé (RJ) e Porto do Açu (RJ).

Embarcações de apoio

Na fase de instalação são utilizadas embarcações do tipo:

— AHTS (Anchor Handling Tug Supply), para pré-ancoragem e ancoragem;

— PLSV (Pipe Lay Support Vessel), para instalação de dutos flexíveis;

— PLV, para instalação de dutos rígidos;

— RSV (ROV Support Vessel), para auxílio nas operações de inspeção inicial e final da rota de lançamento das linhas;

— SDSV (Shallow Dive Support Vessel), para suporte de mergulho raso nas conexões de dutos e umbilicais na plataforma;

— Pipe Carrier, para transportar tubos rígidos para lançamento de dutos rígidos e DSV (Diving Support Vessel), para suporte e apoio ao mergulho.

Para a estimativa de viagens, a Petrobras considerou a utilização de dutos flexíveis para todo o projeto, por se tratar de uma opção mais conservadora, com maior número de viagens. A companhia poderá, no entanto, atualizar as estimativas futuramente.

Número estimado total de viagens de embarcações na fase de instalação do Etapa 4/ Fonte: Petrobras

Na fase de operação, são necessárias embarcações de apoio do tipo UT 4000 (rápidas e utilizadas para transporte de pequenas cargas e cargas de emergência), LH 2500 (para transporte de pequenas cargas entre unidades marítimas, stand by e manuseio de espias) e PSV 3000/4500 (para transporte de cargas pesadas no convés). Adicionalmente, são necessários AHTSs para suporte às operações de offloading.

Estimativa do número de embarcações incrementais para o atendimento ao Etapa 4 da Bacia de Santos entre 2024 e 2029/ Fonte: Petrobras

O número de viagens pode ser representado pelo número de atracações no porto, conforme a seguinte tabela:

Estimativa do número de atracações incrementais para o atendimento ao Etapa 4 da Bacia de Santos entre 2024 e 2029 Fonte: Petrobras

Em função do aumento do número de viagens e de embarcações contratadas, é esperado um aumento do número de berços. Porém, a Petrobras não prevê a necessidade de obras de adequação para o atendimento da demanda, uma vez que as atuais instalações são capazes de suportar o incremento previsto. Segundo a companhia, parte do atendimento da Etapa 4 será feito pelo aumento do número de viagens das embarcações existentes na frota.

Estimativa do número de berços incrementais para o atendimento ao Etapa 4 da Bacia de Santos entre 2024 e 2029/ Fonte: Petrobras

Offloading

A Etapa 4 de desenvolvimento do pré-sal conta também com navios aliviadores, que realizarão a retirada do petróleo dos FPSOs (offloading). O número total de offloading estimado para cada tipo de atividade é estimado na tabela seguinte:

Estimativa de frequência média de offloading/ Fonte: Petrobras

Bases de apoio aéreo

Todo embarque e desembarque dos trabalhadores nas fases de instalação, operação e desativação da atividade é previsto para ocorrer por helicóptero, a partir dos aeroportos de Cabo Frio, no município de Cabo Frio (RJ), de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), e de Maricá, em Maricá (RJ).

Assim como as embarcações de apoio, os helicópteros atendem a mais de um empreendimento por vez, tanto de perfuração quanto produção. A tabela a seguir apresenta o número estimado de viagens de helicóptero entre as bases de apoio aérea, os FPSOs e PLSVs para operação dos projetos. Para a demanda de voos por ano, considerou-se o atendimento por helicópteros de médio e grande porte.

Número estimado total de viagens de helicópteros para atividades do Etapa 4 do pré-sal/ Fonte: Petrobras

Fonte: Revista Brasil Energia