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Clippings - 16/07/13

Quatro novos projetos de portos tentam atrair Petrobras

As perspectivas de crescimento da atividade petrolífera no Brasil motiva uma série de investimentos em bases de apoio logístico que no litoral fluminense. Observadores próximos, porém, adiantam que as empresas terão dificuldades em atrair o principal cliente, a Petrobras, que já vem consolidando suas operações no Porto do Rio.

Além do porto do Açu, de Eike Batista, que planeja ter uma base de apoio, já deram entrada para licenciamento ambiental dois outros projetos, um em Macaé e outro em Campo Grande, próximo ao Porto de Sepetiba. Em Macaé, a Queiroz Galvão pretende construir um terminal com 14 pontos de atracação e 50 hectares de retroárea. O projeto está em fase de licenciamento ambiental e tem início de operações previsto para 2016.

A companhia defende o projeto argumentando que está perto da infraestrutura de apoio da Petrobras na cidade e que se trata de um projeto exclusivo para apoio marítimo, sem limitações impostas por portos públicos. O projeto da OAS, segundo fontes, é semelhante ao da Queiroz Galvão, mas depende de acordo com a Aeronáutica para uso do terreno. A avaliação da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico é que a Petrobras precise de novas bases, além do Porto do Rio. A própria estatal tem uma área em Itaguaí, que pode ser usada como base de apoio.

Mas a empresa informou ao Brasil Econômico que a opção número um continua sendo a capital do Estado. Uma quarta opção seria o porto que está sendo projetado para Maricá, mas a expectativa é que, devido ao calado mais profundo, este concentre a movimentação de navios de grande porte para escoar a produção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e operações de importação e exportação, que demandam navios maiores.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, diz que o governo do estado trabalha no fomento de retroáreas no entorno do Arco Metropolitano, em cidades como Duque de Caxias ou Magé, que poderão servir de bases de armazenagem de equipamentos para a atividade de apoio a plataformas nos portos do Rio. O projeto Porto do Século XXI prevê ainda a construção de um segundo cais de atracação de barcos de apoio, ampliando a capacidade das operações.