unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 10/11/14

Queda da cotação do petróleo não assusta BG Brasil

Presidente da petroleira afirma que projetos do cluster seguem sendo atrativos. A queda do preço do barril do petróleo não ameaça a atratividade dos projetos de E&P da BG no Brasil, nem mesmo o desenvolvimento dos sistemas do cluster de Santos. A afirmação foi feita na quinta-feira (6/11), pelo CEO da petroleira no Brasil, Nelson Silva, durante palestra proferida na FGV.

Na avaliação do executivo, o que realmente preocupa a indústria não é o preço do petróleo e sim a estabilidade das regras. Com os projetos do Brasil tendo um perfil de preço de US$ 40/b, a atual baixa não assusta.

“Na média, somos um produtor de baixo custo e então o que preocupa mesmo é a estabilidade de regras e esse diálogo muito claro com as autoridades. Isso é, fundamentalmente, o que determina o apetite e a decisão de investir ou não em um país”, reforça o presidente da BG Brasil.

Produzindo no momento 100 mil b/d de óleo no Brasil, a BG prevê atingir até o fim do ano a marca de 120 mil b/d, o que irá representar 20% da produção total do grupo no mundo. A produção atual no país é proveniente de quatro FPSOs, dos quais três operam com sua capacidade plena.

“Em quatro anos de operação, estamos chegando próximos de representar 20% da produção total. Já somos o ativo, fora do Reino Unido, com maior produção e, em breve, devemos superar também o Reino Unido, passando a ser o ativo mais importante do grupo”, antecipa o executivo.

O presidente da petroleira destacou que a BG seguirá ocupando a posição de segundo maior produtor de petróleo no Brasil, ocupando uma posição de destaque dos demais nos próximos anos.

Atuando no cluster nas áreas de Lula, Iracema, Sapinhoá, Iara e Lapa, junto com a Petrobras, a BG já tem contratado para seus projetos do pré-sal 15 FPSOs, dos quais nove são afretados e seis próprios, da série dos replicantes.

Entre os principais desafios de operação no cluster, Nelson destacou a capacitação de pessoal e as exigências de conteúdo local. Outra questão importante, na visão do executivo, é o desenvolvimento tecnológico. “Nos últimos quatro anos, entre perfuração e completação, tivemos um ganho médio de 50 dias por poço, o que significa mais ou menos US$ 50 milhões. Nosso projeto vai ter provavelmente no total 400 poços no BM-S-9 e no BM-S-11, o que significa US$ 20 bilhões de melhoria através tecnologia”, afirma o executivo.

Atualmente, cerca de 12 sondas operam nos projetos da BG, das quais nove plataformas operam dedicadas exclusivamente a essas áreas. O ritmo de investimentos do grupo no Brasil tem sido de US$ 3 bilhões por ano. Presente há 20 anos no Brasil, a petroleira já investiu R$ 8 bilhões.