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Clippings - 25/04/17

Quinhentos dias sem novas descobertas offshore

O Brasil completou ontem (23/4) 500 dias sem que uma notificação de novos indícios de petróleo ou gás seja feita à ANP por uma perfuração pioneira. A última nova descoberta foi feita em dezembro de 2015 no Parque dos Doces, projeto da Petrobras cujo futuro é incerto.

Essa situação é inédita no offshore brasileiro, refletindo a redução de investimentos exploratórios que caminha para o seu quinto ano de queda no número de perfurações.

Mensurando pelas notificações (novas descobertas e indícios em projetos antigos), o número de perfurações com indícios caiu a uma taxa de 38% desde o pico histórico em 2011 (68 perfurações) até 2016 (6 perfurações). Neste ano, até meados de abril, nenhuma notificação offshore foi feita à ANP.

O levantamento leva em conta dados disponíveis em 18 de abril e considera a contagem distinta de perfurações com indícios de petróleo, gás ou não caracterizados, desconsiderando notificações adicionais em um mesmo poço.

Os indícios no mar em 2016 foram notificados pela Petrobras, na campanha de Libra, e um deles pela Repsol-Sinopec, na perfuração de Gávea, um dos prospectos no projeto de Pão de Açúcar, cuja operação foi assumida pela Statoil. Todos são poços de extensão de descobertas feitas em anos anteriores.

A última descoberta feita por poço pioneiro ocorreu em 10 de dezembro de 2015, quando a Petrobras notificou indícios de petróleo no ES-M-525 por um poço pioneiro adjacente, isto é, óleo novo – ainda assim em um projeto antigo, no caso, Parque dos Doces, cuja exploração foi postergada para 2020.

O Parque dos Doces, bem como a descoberta de Indra, postergada para 2021, e de São Bernardo, prevista até o momento para 2019, eram os pilares para o desenvolvimento de um novo polo de produção em águas profundas na Bacia do Espírito Santo.