
Nova sócia nos projetos da Bacia de Campos, Petronas será responsável por 30% dos investimentos previstos
O descomissionamento dos campos de Espadarte e Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, demandará cerca de R$ 3 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,9 bilhão no primeiro caso, e R$ 1,035 bilhão no segundo. Desse total, aproximadamente R$ 820 milhões terão de ser aportados pela Petronas, que adquiriu 50% de Tartaruga e do módulo 3 de Espadarte em 2019.
O custo que será assumido pela petroleira malaia para descomissionar o módulo 3 de Espadarte será de R$ 303,5 milhões, de um total de R$ 607 milhões referentes ao empreendimento. Em Tartaruga Verde, o investimento que caberá à empresa será de R$ 517,7 milhões, ante o total de R$ 1,053 milhão.
Os módulos 1 e 2 do campo de Espadarte, que começou a produzir em agosto do ano 2000, já estão sendo desativados pela Petrobras. O desenvolvimento do Módulo III do projeto consiste na interligação de um poço ao FPSO Campos dos Goytacazes, que começou a produzir em junho de 2018 em Tartaruga Verde.
Na quinta-feira (16/01), a ANP aprovou a proposta de garantia financeira apresentada pela Petronas para o descomissionamento dos projetos. A petroleira malaia sugeriu a constituição de uma garantia corporativa, assinando, com a agência reguladora e a operadora Petrobras, um contrato que se assemelha a um título executivo extrajudicial,com lastro na solvência da holding.
“Em outras palavras, seria uma obrigação de pagar o órgão regulador ao invés de fazer o abandono”, resumiu o diretor Aurélio Amaral, relator do processo, durante reunião da diretoria colegiada.
Ele demonstrou, no entanto, preocupação com o envolvimento da ANP com o tipo de análise financeira que será exigido em casos como esse e sugeriu que a agência busque a assessoria de órgãos certificadores, como a CVM.
O diretor-geral da agência, Décio Oddone, comentou que a utilização de garantias corporativas é comum em outras partes do mundo e propôs que se faça um estudo para entender como isso é feito e avaliar a adoção das melhores práticas.
Fonte: Revista Brasil Energia