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Clippings - 27/07/21

Radiomar renova qualificação para serviços de sistema LRIT

Aplicação permite compartilhamento de rastreamento de embarcações entre os órgãos governamentais de países envolvidos na salvaguarda de vida humana no mar. Empresa também enxerga oportunidades de fornecimento de equipamentos e prestação de serviços na área de defesa.

 A Radiomar recebeu uma nova autorização da Marinha para realização de serviços relacionados ao sistema LRIT (Long-Range Identification and Tracking of Ships). O LRIT é definido pela SOLAS para compartilhamento de rastreamento de embarcações entre os órgãos governamentais de cada país envolvido na salvaguarda de vida humana no mar. A autoridade de cada país deve contribuir nesta grande base de dados com o rastreamento das embarcações civis classificadas pela Organização Marítima Internacional (IMO) em qualquer lugar do mundo, em intervalos de até seis horas.

Em caso de eventos de busca e salvamento (SAR), a autoridade do local SAR pode solicitar nesta base compartilhada a redução do intervalo de rastreamento das embarcações nas proximidades a até quatro posições por hora. Para ter alcance global, o rastreamento é feito por equipamentos de comunicação por satélite. Os equipamentos de rastreamento das embarcações civis classificadas na IMO precisam ter instalação aprovada pelo ASP (Aplication Service Provider) e passar por teste de performance, que pode levar 48 horas na instalação, e depois periodicamente. A portaria da Diretoria de Portos e Costas (DPC) autoriza a empresa a realizar o teste de conformidade nos equipamentos instalados a bordo de navios de bandeira brasileira, bem como emitir o respectivo relatório de teste de conformidade, até 25 de fevereiro de 2022.

No Brasil, o serviço é comandado pela Marinha e pago pelo armador. “Para ser qualificado como ASP e prestar este serviço a empresa precisa passar por um processo de qualificação na Marinha, com sistemas redundantes de informática para formatar o sinal que vem do satélite e testes de performance com o banco de dados da Marinha, que deve poder comandar a alteração da cadência de rastreamento de qualquer embarcação ou de embarcações em qualquer área sem intervenção de operador”, explicou o diretor na Radiomar, Ed Sander. Ele disse que a empresa é ASP desde 2016.

A Radiomar também enxerga oportunidades de fornecimento de equipamentos e prestação de serviços na área de defesa. Sander destacou que a empresa tem em seu portfólio sistemas de comunicação (rádio e satélite), radares, sondas e demais equipamentos de navegação. “Temos sistemas de vigilância de terra (VTS) e fazemos integração de sistemas. Estamos participando de alguns projetos maiores também”, contou Sander.

No campo da defesa, a empresa tem contrato de manutenção dos sistemas VSAT da Marinha, em Banda Ku e Banda X (de uso exclusivo das forças armadas). Em 2020, a Radiomar vendeu e instalou um sistema dual (duas antenas em redundância) VSAT em Banda-X na nau-capitânia (NAM Atlântico), com integração de sistemas em um rack militar e desenvolvimento de sistema de monitoramento e controle. “Neste ano, ganhamos pregão eletrônico para manutenção nos EPIRBs e SARTs, além de outros pacotes de comunicação e navegação. Na parte de offshore, continuamos com grande participação no mercado de fornecimento de equipamentos e serviços Multisat aos clientes com contrato na Petrobras”, elencou.

Fonte: Revista Portos e Navios