
Terminal Raizen no Porto do Itaqui
A Raízen, maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar, e a Wartsila, líder em propulsão para transporte marítimo, cooperarão em um programa de pesquisa para testar o etanol como opção de combustível para navios, disseram as empresas na terça-feira (17).
A finlandesa Wartsila já produz motores bicombustíveis para navios que podem operar tanto com gasóleo como com metanol. O objetivo da colaboração com a brasileira Raízen é testar o etanol como combustível alternativo nesses motores.
Stefan Nysjo, vice-presidente de fornecimento de energia da Wartsila, disse que o metanol e o etanol são semelhantes e que o acordo com a Raízen é uma oportunidade para expandir o conhecimento sobre possíveis combustíveis de baixo carbono para a indústria naval.
A Raízen fornecerá etanol de primeira e segunda geração para a pesquisa, além de alocar uma equipe para trabalhar com os pesquisadores da Wartsila.
A empresa brasileira acredita que seu etanol poderia reduzir as emissões de carbono em até 80%. Há divergências nas pesquisas em todo o mundo sobre o potencial do etanol para reduzir emissões.
O etanol de primeira geração é aquele produzido a partir da cana-de-açúcar ou de cereais como milho ou trigo, enquanto o etanol de segunda geração (2G) é produzido a partir de resíduos vegetais e pode ser carbono negativo.
A Razen iniciou este mês a produção de sua segunda planta de etanol 2G no Brasil, onde investiu R$ 1,2 bilhão.
Paulo Neves, vice-presidente comercial da Raízen, disse que a empresa concluirá mais duas plantas de etanol 2G em 2024 e outras duas em 2025.
“Hoje fornecemos etanol para mais de 40 países, de forma muito competitiva. Isso mostra que o combustível está disponível”, afirmou.
Fonte: Revista Portos e Navios