Os recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) gerados a partir dos campos de petróleo e gás que pagam Participação Especial no Brasil somaram R$ 311,2 milhões no primeiro trimestre, de acordo com ANP. Entre janeiro e março, sete petroleiras tiveram obrigação de investimentos em PD&I, associadas a ativos situados nas Bacias de Campos, Santos, Solimões e Camamu.
A Petrobras foi a companhia com maior volume gerado nos três primeiros meses do ano (R$ 252,5 milhões), seguida pela BG, subsidiária da Shell (R$ 37,3 milhões) e pela Petrogal (R$ 10,6 milhões).
Entre 1998 e o início de 2017, foram gerados R$ 12 bilhões em obrigações de investimento, sendo R$ 11,5 bilhões relativos a campos operados pela Petrobras. Nesse perãodo, foram contratados cerca de dez mil projetos de P,D&I.
A obrigação de investimentos em PD&I das empresas petrolíferas está prevista nos contratos para exploração, desenvolvimento e produção desde a rodada zero. O valor é calculado a partir de um percentual da receita bruta da produção. Hoje, o Brasil tem 728 unidades de pesquisa credenciadas com a ANP para a realização dos projetos.
A partir deste ano, a ANP passou a divulgar os investimentos em P,D&I por trimestre, e não mais mensalmente, como fazia até então.