Falta de interesse de parceiros em fazer novos investimentos no momento teria motivado decisão
A Chevron engavetou o projeto de redesenvolvimento do campo de Frade, na Bacia de Campos. O empreendimento estava programado para 2019, mas foi cancelado, por ora, devido à falta de interesse dos parceiros fazer novos investimentos no momento.
Os planos previam, originalmente, a construção de seis poços no campo, onde o consórcio formado pela norte-americana (51,74%), Petrobras (30%) e Frade Japão Petróleo (18,26%) não perfurava desde 2011, quando houve um vazamento de óleo que interrompeu a produção.
A permissão para realizar as atividades de aumento da produção (ramp-up) em Frade foi emitida pela ANP em 31 de março de 2014.
A Chevron chegou a abrir licitações para contratar a construção de poços e afretar um PLSV para apoiar as atividades de redesenvolvimento, mas prestadores de serviço receberam uma notificação informando que os bids foram cancelados.
Além do campo de Frade, cuja concessão é válida até 2041, a Chevron opera, no Brasil, o bloco CE-M-71, localizado na Bacia do Ceará, e o S-M-764, na Bacia de Santos, que foi arrematado na 15ª rodada da ANP.
No mesmo leilão, realizado em março deste ano, a petroleira também levou, como parceira, os blocos C-M-791, C-M-821 e C-M-823, na Bacia de Campos.
A Brasil Energia Petróleo procurou a Chevron para comentar o assunto, mas a companhia declarou apenas por e-mail que “o processo de licitação do Projeto de Redesenvolvimento do Frade foi cancelado”.
Fonte: Revista Brasil Energia