O presidente da Petrobras, Roberto Castelllo Branco, afirmou, na terça-feira (13/8), que há mais de vinte empresas interessadas na primeira etapa de venda de refinarias da empresa, que contempla quatro unidades.
“Há um grande interesse. Temos assinatura de acordos de não divulgação de informações com um número que supera duas dezenas de interessados”, disse o executivo, durante audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.
Em julho, a Petrobras iniciou a fase não vinculante da primeira etapa da venda de ativos em refino e logística associada com a oferta das refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.
O presidente da estatal revelou que, no próximo mês, serão postas à venda as outras quatro refinarias previstas no programa de desinvestimento: Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), no Paraná, Refinaria Gabriel Passos (MG), Isaac Sabbá (AM) e Refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará.
Com a venda das oito plantas, a Petrobras se desfará de uma capacidade de processamento da ordem de 1,1 milhão de b/d.
O senador Jean paul Prates (PT-RN) criticou o movimento de saída da Petrobras do refino. “Não é tendência no mercado internacional as empresas se desfazerem da parte vertical. O sonho delas é ser totalmente verticalizada, integrada. Mas algumas não conseguem”, observou o parlamentar.
Castello Branco voltou a afirmar que a empresa não está saindo do refino, mas apenas promovendo melhor gestão do seu portfólio para focar em atividades mais rentáveis, como a exploração e produção de óleo e gás no pré-sal.
“O refino dá retorno de 5%. Já o pré-sal, mais de 10%. Isso nos levou à decisão [de vender as refinarias]”, justificou o presidente da estatal, salientando que, no futuro, a companhia poderá investir na integração do refino com a petroquímica, a partir das refinarias que permanecerem em seu portfólio.
Já a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) questionou a política de preços do QAV (querosene de aviação), frisando que um terço do preço das passagens aéreas é representado pelo custo do combustível.
“Nós produzimos 95% e importamos 5% do QAV. Com uma subvenção nesses 5%, já conseguiríamos baixar e muito o preço”, assinalou.
Fonte: Revista Brasil Energia