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Clippings - 01/07/19

Refino fora do radar das grandes petroleiras

O processo de venda de parte das refinarias da Petrobras não deve atrair o interesse das grandes petroleiras e sim das distribuidoras de combustíveis e operadores de refino. A opinião foi apresentada pelo deputado federal e ex-ministro de Minas e Energia do governo Michel Temer, Fernando Coelho Filho (DEM-PE), durante evento realizado na FGV, nesta sexta-feira (28/6), quando foi lançado o primeiro teaser do processo de desinvestimento do parque de refino da petroleira.

Além da capacidade ociosa de refino, Coelho Filho ressaltou que as grandes petroleiras demonstram preocupação com a política de preços dos combustíveis no Brasil. Já o diretor de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, também presente ao evento, acredita que a operação de venda das refinarias possa atrair o interesse de empresas fornecedoras e prestadoras de serviço.

O ex-ministro reforçou que para que o processo seja bem sucedido será crucial a Petrobras ter clareza sobre a diferença de percepção de valor dos ativos do ponto de vista do comprador. Coelho Filho enfatizou que as refinarias têm um valor para a petroleira e outro para o mercado.

“Essa percepção é crucial para o negócio poder acontecer. Se eles (a Petrobras) tiverem condições de poder admitir que (a refinaria) tem um valor para a Petrobras e outro completamente diferente para um player, acho que existe condição de (a venda) acontecer”, avaliou o ex-ministro.

O primeiro teaser de venda do refino lançado pela Petrobras inclui a RNEST, em Pernambuco, Rlam, na Bahia, Repar, no Paraná, e Refap, no Rio Grande do Sul, contemplando também a infraestrutura de logística local. O processo de desinvestimento do parque de refino terá ainda o lançamento de um segundo teaser, voltado à Regap (MG), Reman (AM), Six (PR) e Lubnor (CE) com divulgação prevista para o segundo semestre deste ano.

As oito refinarias disponibilizados no plano de desinvestimento da Petrobras respondem por cerca de 50% da capacidade nacional de refino e serão vendidas integralmente. A operação coloca em oferta uma capacidade total de processamento de 1,1 milhão de barris por dia de óleo.

De acordo Roberto Ardenghy, a intenção é concluir uma parte do desinvestimento do refino ainda neste ano, mas o ritmo será ditado pelo processo de venda da empresa.

“Factível é, mas teremos que ver como o projeto se realiza. O processo de venda de ativos da Petrobras é complexo e temos que seguir vários procedimentos”, avalia Ardenghy.

Fonte: Revista Brasil Energia