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Estimativa do Ministério de Portos e Aeroportos considera arrendamentos previstos e planos de concessões a serem realizados de 2024 a 2026
A secretária-executiva do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Mariana Pescatori, disse que o pipeline de investimentos portuários privados na região Sul é da ordem de R$ 13 bilhões no período de 2024 a 2026. Ela destacou a previsão de R$ 1 bilhão para a concessão do canal de acesso de Paranaguá (PR) e a concessão definitiva do Porto Itajaí (SC), com estimativa de outros R$ 2,8 bilhões, ambas em 2025. Para o mesmo ano, estão previstos outros dois arrendamentos em Paranaguá.
Em 2024, o ministério tem a expectativa de realizar três leilões para arrendamento de 16 áreas em portos públicos da região Sul, entre os quais dois arrendamentos no Porto de Paranaguá (PAR 14 e PAR 15), além do arrendamento da área RIG10, em Rio Grande (RS). As áreas no porto paranaense são destinadas à movimentação de granéis sólidos vegetais, enquanto a área em Rio Grande será dedicada à carga geral.
Já para 2026, há previsão de mais arrendamentos em Imbituba (SC), além da expectativa da concessão do canal de acesso de Rio Grande e do arrendamento do terminal de granéis líquidos de São Francisco do Sul (SC). “De toda a carteira de R$ 14,5 bilhões [novos arrendamentos/concessões], R$ 13 bilhões estão na região sul. Temos uma carteira grande de arrendamentos a ser realizada no região Sul”, disse a secretária, na última semana, durante o evento Sul Export, em Balneário Camboriú (SC).
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Dos R$ 14,5 bilhões, entre novos arrendamentos e concessões, R$ 8 bilhões são investimentos previstos para 16 áreas este ano; R$ 4,9 bilhões de capex para 11 áreas e a concessão do Canal de Paranaguá em 2025; e R$ 1,6 bilhão de aporte para 8 áreas, mais a concessão do canal de Rio Grande em 2026.
A nível nacional, o ministério tem uma expectativa de aportes de R$ 78,5 bilhões no setor portuário no período 2024-2026, além de R$ 6 bilhões para as obras do túnel Santos-Guarujá, principal obra listada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dos quase R$ 80 bilhões, R$ 23 bilhões correspondem a arrendamentos já contratados ou a renovar, enquanto R$ 41 bilhões são novas autorizações ou alterações contratuais. Ela acrescentou que, destes R$ 40 bilhões, R$ 29 bilhões em autorizações estão em análise no MPor.
Fonte: Revista Portos e Navios
