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Clippings - 05/08/20

Registro liberiano mira negócios no Brasil

Entre os focos do LISCR estão os mercados offshore e de GNL, conta o chefe de Operações Alfonso Castillero

Com 4,4 mil embarcações registradas, o Liberian International Ship and Corporate Registry (Registro marítimo aberto da Libéria — LISCR) está de olho no crescimento do mercado brasileiro de óleo e gás, mirando, sondas de perfuração, FPSOs, navios-tanque, gaseiros e até mesmo unidades flutuantes de regaseificação (FSRUs), entre outros tipos de embarcações.

Desde 2015, quando começou a operar no Rio de Janeiro, o registro liberiano triplicou a tonelagem de embarcações arvorando bandeira da Libéria, com grande contribuição da Petrobras. Com a abertura do setor, novas oportunidades de negócio estão surgindo, conta o chefe de Operações do LISCR, Alfonso Castillero.

“Novas operadoras estão nos procurando para nos conhecer. Há potencial de crescimento em projetos de adaptação aos requisitos do REB [Registro Especial Brasileiro], da Marinha e outras questões jurídicas”, afirma o executivo.

A tradição do registro aberto liberiano remonta à Segunda Guerra Mundial, quando se buscavam bandeiras neutras para facilitar a movimentação e navios pelo mundo. Ele foi fundado em 1948 por Edward Stettinius, secretário de Estado dos EUA durante o conflito internacional, em joint-venture com o governo da Libéria, quando o registro panamenho se tornava menos atrativo por razões como a elevação de taxas e regulações.

No ano passado, cerca de 7 mil navios com bandeira liberiana passaram por portos no Brasil, onde o desenvolvimento de terminais de GNL representa mais um filão para o LISCR. “Estamos mapeando esse mercado, que tem importância estratégica para as operações de registro no Brasil ”, assinala Castillero.

De acordo com dados da Energy Information Administration (EIA), o Brasil importou 84 milhões de m³ de GNL dos EUA em abril deste ano. Os carregamentos vieram de Freeport, no Texas.

Recentemente, o LISCR abriu um escritório em Houston, no estado norte-americano, a fim de ampliar sua presença no setor de GNL, que, hoje, representa 3,8% da composição da frota com o registro aberto liberiano. A frota offshore corresponde a 18% do total, sendo formada principalmente por plataformas, entre FPSOs e sondas.

Fonte: Revista Brasil Energia