Governo abre diversas frentes na regulamentação do gás para tentar antecipar dinanismo ao mercado
A partir desta semana, a BE Petróleo publica às segundas-feiras um balanço dos acontecimentos mais recentes do setor e as perspectivas da semana que se inicia. O objetivo é reunir as informações importantes em um só texto para que o nosso leitor possa se achar no emaranhado de informações dos meios físicos e digitais.
As eleições presidenciais devem continuar dominando as manchetes nesta e na próxima semana. Com a ida dos candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad para o segundo turno, a tendência é que a polarização continue dominando os debates. As próximas duas semanas deverão ser de grande tensão entre os grupos que apoiam os candidatos.
O assunto petróleo e gás, é verdade, não tem tido muito espaço na agenda dos presidenciáveis. Afinal, não é um tema muito popular para a imensa maioria da população – embora a greve dos caminhoneiros tenha dito exatamente o oposto.
Enquanto isso, a regulação do setor avança. Na semana passada, a ANP iniciou uma série de três consultas públicas sobre o mercado de gás. O objetivo das medidas é aprovar ainda neste governo mudanças infralegais no marco do gás natural. Com isso, o governo quer aumentar a dinâmica do mercado sem depender do Congresso, uma vez que o projeto de lei com as propostas do Gás para crescer estão estacionados na Câmara.
Ainda falando de regulação, o Ibama lança em breve uma nova versão do Guia de Monitoramento da Biota Marinha em atividades de pesquisas sísmicas marítimas. Na prática, o documento é uma revisão do guia publicado originalmente em 2005. Entre outras funções, ele estabelece medidas mitigadoras obrigatórias para as empresas de pesquisa sísmica.
Nos negócios, o cenário é de andamento dos projetos. A P-69 recebeu licença de operação e passa pelos últimos preparativos antes de sua entrada em produção. Com capacidade de 150 mil barris/dia, a unidade vai integrar o sistema de produção de Lula Extremo Sul. Com isso, o sistema de Lula ganha mais uma plataforma e caminha para os 1 milhão de barris/dia em 2019.
Além da P-69, o campo de Mero iniciou a etapa de sistemas de produção antecipada. Assim, após um ano de TLD, o Consórcio de Libra interligará um novo poço injetor de gás. O poço atual será desconectado. No entanto, não haverá interrupção da produção, que com apenas um poço, atingiu 58 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia).
Na área de compras, duas situações distintas. A Petrobras adiou o prazo de entrega de propostas para a construção dos dois FPSOs que vão integrar o projeto de revitalização de Marlim. Contudo, no subsea, fechou a compra de 12 árvores de natal com a Aker Solutions. Os equipamentos serão produzidos na planta da empresa em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
À reboque dessa operação, a BE Petróleo apurou a demanda de árvores de natal para os próximos anos. Serão 60 unidades em três anos. Demandas de outras petroleiras ainda vão levar mais alguns anos para aparecer.
Embora os projetos estejam andando, o desinvestimento da Petrobras está aquém do previsto. A BE Petróleo apurou também que a empresa não irá atingir a meta de US$ 21 bilhões em vendas de ativos no período 2017-2018. O volume de desinvestimento assinado pela petroleira até o fim do ano totalizará US$ 14 bilhões, US$ 7 bilhões a menos que o previsto.
A venda de ativos da empresa é vista com grande atenção pelo mercado de petróleo. Isso porque a promessa é que o fechamento dos negócios movimente investimentos em retomada e/ou crescimento de produção em áreas marginais e/ou maduras.
Fonte: Revista Brasil Energia