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Clippings - 23/08/13

Relatório da Maersk mostra crescimento industrial brasileiro

O comércio brasileiro desde o primeiro trimestre de 2012 mostrou resultados positivos. Com crescimento de 3,8% o desempenho reflete o aumento nas importações e exportações de cargas secas, ambos amparados pela recuperação econômica dos EUA.

Segundo Peter Gyde, CEO da Maersk no Brasil, o crescimento industrial brasileiro, o consumo interno melhor, assim como a forte demanda da Ásia e dos EUA, ajudaram a impulsionar o desenvolvimento positivo da indústria. “O resultado está alinhado com a gradual melhoria do PIB do Brasil, mas ainda não conseguimos ver uma tendência de consumo sustentável, mas acreditamos ao mesmo tempo que a produção vai continuar a melhorar já que as exportações parecem estar se recuperando”.

As exportações brasileiras de carga seca tiveram um crescimento de 2,7% em abril e junho, após registrar um declínio de 2,6% no primeiro trimestre. As importações subiram 5,9%, no segundo trimestre, ante uma alta de 3,4% no primeiro trimestre. O crescimento da produção industrial superou a desvalorização do real, tendo em vista o maior volume importado para os setores automotivo e de transporte, químico, e de alimentos e bebidas.

Para o Diretor Comercial da Maersk, a Europa continua fraca nas exportações de carga seca e refrigerada. “A Ásia e EUA estão muito melhores. A América Latina teve um desempenho irregular, porque as exportações de carga seca declinaram e os embarques de carga refrigerada finalmente mostraram resultados positivos”.

Para o segundo trimestre as perspectivas são de um melhor desempenho o que significa um início de ano positivo. Segundo o relatório da Maersk isso não pode ser firmado como uma tendência, considerando, considerando que fatores fundamentais, como o ritmo da recuperação econômica dos EUA, a desaceleração da economia chinesa e a situação da economia europeia, impactarão o desempenho do comércio internacional no terceiro e no quarto trimestres. Internamente, o comportamento da produção industrial brasileira precisa ser monitorado em meio ao enfraquecimento do real.