
A Petrobras começou a negociar em dezembro com a Saipem a renovação do contrato de afretamento do FPSO Cidade de Vitória, que opera desde 2007 no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. A intenção da petroleira é estender o prazo de afretamento, previsto para terminar em 2022, por quatro anos.
As empresas discutem, no momento, o valor de reajuste da nova taxa diária, que contemplará os custos de obras de melhoria na planta de produção do FPSO. Segundo fontes envolvidas na negociação, os trabalhos serão feitos no offshore, sem que a unidade tenha de ser remanejada para um estaleiro ou que sua operação tenha de ser interrompida.
O campo de Golfinho produz 12,5 mil bopd, sendo que a capacidade da plataforma é de 100 mil bopd. A Petrobras tem planos de adquirir dados sísmicos 3D em 2021 e de perfurar novos poços na área para interligá-los futuramente ao Cidade de Vitória. O pedido de licenciamento da campanha sísmica com nodes foi encaminhado ao Ibama em meados de 2019.
O FPSO está ancorado em lâmina d’água de 1,380 mil m, a cerca de 50 km da costa capixaba. Golfinho foi descoberto em julho de 2003, e sua declaração de comercialidade foi feita em janeiro de 2004.
A Petrobras mantém 19 FPSOs afretados em operação, com contratos vencendo até 2038, além de uma unidade voltada à realização de testes de longa duração, o Cidade de São Vicente.
Além da plataforma da Saipem, o contrato do FPSO Capixaba também vencerá em 2022, mas a Petrobras não iniciou negociação com a SBM, proprietária da unidade, que opera no parque das Baleias, na Bacia de Campos.
O próximo da fila a ter o prazo de afretamento encerrado será o FPSO Cidade de Niterói, em operação no campo de Marlim Leste. De propriedade da Modec, a plataforma tem contrato válido com a Petrobras até 2025.
Fonte: Revista Brasil Energia