A espanhola Repsol e a portuguesa Galp Energia aderiram à sociedade, inicialmente formada pela Petrobras e pela inglesa BG Group, para participar da licitação para o desenvolvimento de projetos de unidade de planta de liquefação embarcada de gás natural. A unidade irá operar nos blocos BM-S-9 e BM-S-11, no pré-sal da Bacia de Santos, localizados a 300 quilômetros da costa. O projeto, inédito no mundo, é uma das maneiras que a Petrobras encontrou para escoar a produção de gás natural proveniente da produção do pré-sal.
Em nota, a Petrobras informa que com a entrada das duas empresas na parceria, houve a redistribuição da participação no projeto. A brasileira fica com 51,1%, enquanto as três empresas estrangeiras ficam com os 48,9%, dos quais 16,3% para cada uma. As empresas parceiras na joint venture são sócias nos blocos BM-S-9 (Petrobras, BG Group e Repsol) e BM-S-11 (Petrobras, BG Group e GALP Energia). Juntas, compartilharão recursos e competências para o desenvolvimento e implantação deste projeto inovador, diz a Petrobras.
Uma vez fechado o negócio, a unidade será instalada próxima às unidades de produção de óleo e gás (FPSOs) e receberá até 14 milhões de metros cúbicos por dia de gás associado, executando o seu processamento e liquefação. Na unidade, também será feito o armazenamento e a transferência dos produtos processados (GNL, propano e butano) para navios que farão o transporte até o mercado consumidor.
regaseificação. No caso do GNL, o produto será entregue em terminais de regaseificação, onde o gás natural é transformado do estado líquido para o gasoso e, finalmente, injetado na malha de gasodutos. Os terminais de regaseificação de GNL da Petrobras estão instalados em Pecém (CE) e na Baía de Guanabara (RJ).
Estratégico para a Petrobras e para as empresas parceiras, o projeto GNLE permitirá monetizar as reservas de gás no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, garantindo flexibilidade para atendimento ao mercado interno e a possibilidade de exportação no mercado de curto prazo (spot) em perãodos de demanda reduzida no segmento termelétrico no Brasil, completa a nota.