A Repsol Sinopec conclui um teste de formação na descoberta de Pão de Açúcar, na área do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos, registrando mais de 420 mil m³/dia de produção de gás natural e 3,33 mil barris/dia de condensado. A produção registrada, limitada pela capacidade da plataforma, é equiparável a de poços produtores comerciais de gás natural no Brasil. O teste foi concluído na sexta-feira (6/11), no poço 3-REPF-16D-RJS (Pão de Açúcar A2), em profundidade de 7,012 mil m, em lâmina d’água de 2,821 mil m, sendo o de maior profundidade já realizado no Brasil, e acordo com a Repsol Sinopec.
A produção registrada em Pão de Açúcar chega a superar a de alguns poços em operação em campos de gás não associado do pós-sal, como Peroá, na Bacia do Espírito Santo (100 mil a 490 mil m³/dia) e Merluza, em Santos (35 mil a 166 mil m³/dia), considerando os dados mais recentes, de agosto deste ano. A produção também é equiparável a de poços em Lula e Atapu (Entorno de Iara), com a diferença que esses reservatórios têm grandes produções de petróleo.
O consórcio, do qual fazem parte Statoil e Petrobras, planeja um novo teste de formação na descoberta de Seat, localizada também no BM-C-33. As áreas são descobertas no pré-sal da Bacia de Campos, há cerca de 200 km da costa, com reservas estimadas em 85 bilhões de m³ de gás e 1,2 bilhão de barris de óleo.
A Repsol Sinopec Brasil opera o BM-C-34 com 35%, Statoil tem 35% e Petrobras, os 30% restantes. O consórcio já concluiu a perfuração dos poços obrigatórios previstos no plano de avaliação (PAD) acordado com a ANP e considera perfurar até quatro adicionais que podem prolongar a campanha para 2019.