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Clippings - 29/10/19

Repsol Sinopec inaugura supercomputador

Projeto foi desenvolvido em parceria com o Senai Cimatec da Bahia a partir de recursos da cláusula de P,D&I

Por Claudia Siqueira   

A Repsol Sinopec e o Senai Cimatec inauguraram, em Salvador (BA), o supercomputador Airis (Artificial Intelligence RSB Integrated System). Desenvolvido com investimento de R$ 27 milhões previsto pela cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), o equipamento será usado para melhorar o imageamento de reservatórios offshore.

Com capacidade de processamento de 800 teraflops, o supercomputador vai aprimorar o tratamento de big data, o uso de algoritmos complexos de machine learning e o processamento de alto desempenho, além de assegurar simulações mais realistas e confiáveis.

A cerimônia de inauguração do Airis contou com a participação de diversas autoridades da Bahia, como presidente em exercício da Federação das Indústrias do estado da Bahia (Fieb), João Batista, além do embaixador da Espanha no Brasil, Fernando Casas, do superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da ANP, Alfredo Renault, e do diretor de Tecnologia e Inovação do Senai Cimatec, Leone Andrade.

“O Airis será utilizado para dar valor aos projetos que temos em nosso portfólio, aumentando a capacidade e a velocidade para tomada de decisões. Antes, utilizávamos computadores de universidades e centros do Brasil com menor capacidade de processamento, e demorava muito mais”, observou o CEO da Repsol Sinopec, Mariano Ferrari.

No momento, o trabalho da Repsol Sinopec junto ao Airis está focado no projeto Speed, desenvolvido em parceria com a Geo Imaging Solutions. O objetivo é tornar as imagens sísmicas dos reservatórios do pré-sal mais precisas, com o desenvolvimento de novos algoritmos.

Imageamento de reservatório: Airis promete aprimorar interpretação sísmica/ Divulgação

O plano da Repsol Sinopec é migrar a maior parte de seus projetos em desenvolvimento para o Airis. No primeiro trimestre de 2020, cinco trabalhos serão deslocados para o supercomputador, entre os quais estão o 4D Cast, voltado a sísmica 4D; o Twin, direcionado a cálculos de interação moleculares para aumentar a recuperação de óleo; e o Divisor, com foco na simulação virtual de perfuração de poços.

O supercomputador também poderá ser utilizado por outras petroleiras e universidades, inclusive em outros setores da economia que demandem alta capacidade de processamento. A Repsol Sinopec já desenvolve trabalhos conjuntos com grandes universidades brasileiras, como USP, UFRJ e Unicamp.

De acordo com a gerente de P&D da Repsol Sinopec, Támara Garcia Bermejo, a decisão de instalar o projeto na Bahia foi tomada em função da experiência do Senai Cimatec com supercomputadores.  “Conhecíamos toda a infraestrutura existente e sabíamos da capacidade deles de desenvolver um novo projeto como esse”, avaliou a executiva.

Extraindo média de cerca de 80 mil boed no Brasil, o grupo ocupa o quarto lugar no ranking das petroleiras com maior volume de produção no país. Nos últimos quatro anos, a companhia investiu mais de R$ 150 milhões em projetos de PD&I, e a expectativa é que o nível de investimentos anuais se mantenha estável pelo próximo quadriênio.

No Brasil, os contratos de concessão de campos que pagam Participação Especial (PE) possuem a chamada cláusula de PD&I, que exige que 1% de sua receita bruta seja investida em pesquisa.

Além do trabalho com a Repsol Sinopec, o Senai Cimatec desenvolve projetos com Petrobras e Shell.

 

Fonte: Revista Brasil Energia